O partido Novo oficializou na segunda-feira (27) as candidaturas de Marcel van Hattem (RS) para a presidência da Câmara dos Deputados e de Eduardo Girão (CE) para o comando do Senado Federal.
Na Câmara, van Hattem enfrenta o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), favorito ao cargo, e o Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ).
Motta tem o apoio de um bloco de 20 partidos, incluindo a Federação Brasil da Esperança, a Federação PSDB Cidadania e o MDB. Vieira tem apoio apenas de seu partido. O psolista está em seu primeiro mandato.
No Senado, Girão disputa a presidência com Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como favorito, e Marcos Pontes (PL-SP), que não recebeu apoio nem do próprio partido.
Nas redes sociais, Girão compartilhou ofício enviado ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em que critica o principal concorrente. “Alcolumbre já teve sua chance e deu no que deu”, afirmou.
O senador apontou ainda que a sua candidatura ocorre no sentido de “restabelecer a independência entre os Poderes da República, com consequente retorno do Estado democrático de direito, perdido por omissão do Senado, o único com competência para julgar eventuais abusos de ministros dos tribunais superiores.”
Da mesma forma, o nome do Novo para a Câmara surge para enfrentar as opções do “centrão” e da esquerda.
“Não estamos confortáveis com o fato de termos apenas duas candidaturas lançadas, uma do centrão e outra do Psol. A oposição precisa ter uma opção, pois entendo que não podemos ficar nas mãos dos mesmos grupos dominando a Câmara e o Senado há tantos anos”, declarou van Hattem.
Presidentes das casas se opõem às candidaturas
Os novos nomes anunciados não possuem apoio nem do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e nem do atual presidente do Senado, Pacheco.
Lira caminha ao lado de Motta, conquistando um apoio cada vez mais amplo, com a crença de que “vai saber manter a marcha da Câmara dos Deputados, seguindo esta mesma receita que tantos bons frutos deu ao Brasil.”
Pacheco apoiará Alcolumbre. “A minha posição é uma posição clara e já conhecida de apoio ao ex-presidente Davi Alcolumbre e que era o presidente do Senado que me antecedeu”, disse em conversa recente com jornalistas durante evento sobre a regulamentação da reforma tributária.
A votação para definir as presidências das duas Casas ocorrerá no próximo sábado (1), com mandato de dois anos para os eleitos.