Reabertura da Câmara: saiba o que disse Hugo Motta após 24h de ocupação

Redação Portal Norte

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante a reabertura dos trabalhos da Casa na última quarta-feira (6), depois de mais de 24 horas de ocupação do plenário, deu um breve discurso. 

Em cima das pautas que mobilizam os parlamentares, Motta destacou os seguintes pontos: 

Cadeira e Mesa Diretora

Quando retomou seu assento – que havia sido ocupado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo) –, Motta pediu que os opositores deixassem a Mesa Diretora, mas sem sucesso imediato.

Clima conflituoso e direito ao protesto

Ele destacou o “clima conflituoso” e reafirmou que a oposição tem o direito de se manifestar, desde que respeite o regimento interno da Câmara e a Constituição.

“Respeito a essa mesa, que é inegociável”

Motta enfatizou que sua presença ali servia para garantir, primeiro, o respeito à Mesa Diretora — condição fundamental e “inegociável”. Segundo, visou fortalecer a instituição da Casa.

Cadeira ocupada por Marcel van Hattem. Foto: Youtube/Câmara dos Deputados.

Cadeira desafiadora

Ele descreveu o cargo que ocupa como “uma das cadeiras mais desafiadoras do país”, especialmente diante das divisões atuais e da complexidade do momento político.

Democracia não pode ser negociada

Motta afirmou que, mesmo não nomeando diretamente os eventos recentes — como a prisão domiciliar de Bolsonaro ou sanções dos EUA a Alexandre de Moraes —, é fundamental destacar que a democracia não pode ser negociada em momentos de tensão.

“Não esperem nunca omissão”

Ele garantiu que sua presidência não se furtará de temas complexos ou polêmicos, reafirmando que a firmeza na condução da Casa será mantida mesmo em tempos difíceis.

Manifestação regimentalmente válida

Embora reconheça o direito à manifestação, Motta insistiu que toda ação deve se pautar no regimento interno da Câmara, lembrando que a obstrução física é algo incomum e prejudicial ao funcionamento normal da instituição.

Dialogar e superar projetos individuais

Com a eleição presidencial de 2026 se aproximando, ele reafirmou a importância do diálogo institucional e alertou que projetos pessoais ou eleitorais não devem se sobrepor ao bem maior do país.