O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante a reabertura dos trabalhos da Casa na última quarta-feira (6), depois de mais de 24 horas de ocupação do plenário, deu um breve discurso.
Em cima das pautas que mobilizam os parlamentares, Motta destacou os seguintes pontos:
Cadeira e Mesa Diretora
Quando retomou seu assento – que havia sido ocupado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo) –, Motta pediu que os opositores deixassem a Mesa Diretora, mas sem sucesso imediato.
Clima conflituoso e direito ao protesto
Ele destacou o “clima conflituoso” e reafirmou que a oposição tem o direito de se manifestar, desde que respeite o regimento interno da Câmara e a Constituição.
“Respeito a essa mesa, que é inegociável”
Motta enfatizou que sua presença ali servia para garantir, primeiro, o respeito à Mesa Diretora — condição fundamental e “inegociável”. Segundo, visou fortalecer a instituição da Casa.

Cadeira desafiadora
Ele descreveu o cargo que ocupa como “uma das cadeiras mais desafiadoras do país”, especialmente diante das divisões atuais e da complexidade do momento político.
Democracia não pode ser negociada
Motta afirmou que, mesmo não nomeando diretamente os eventos recentes — como a prisão domiciliar de Bolsonaro ou sanções dos EUA a Alexandre de Moraes —, é fundamental destacar que a democracia não pode ser negociada em momentos de tensão.
“Não esperem nunca omissão”
Ele garantiu que sua presidência não se furtará de temas complexos ou polêmicos, reafirmando que a firmeza na condução da Casa será mantida mesmo em tempos difíceis.
Manifestação regimentalmente válida
Embora reconheça o direito à manifestação, Motta insistiu que toda ação deve se pautar no regimento interno da Câmara, lembrando que a obstrução física é algo incomum e prejudicial ao funcionamento normal da instituição.
Dialogar e superar projetos individuais
Com a eleição presidencial de 2026 se aproximando, ele reafirmou a importância do diálogo institucional e alertou que projetos pessoais ou eleitorais não devem se sobrepor ao bem maior do país.