A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta terça-feira (21), a Operação Octanagem, uma ação que tem como foco postos de combustíveis ligados a empresários suspeitos de atuar na lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ofensiva acontece na Baixada Santista, no litoral paulista, e no interior do estado, em Araraquara.
O principal alvo é o empresário Mohamad Hussein Mourad, apontado como o responsável por movimentar recursos da facção por meio de uma ampla rede de postos de gasolina.
Mourad já havia sido investigado na Operação Carbono Oculto, que revelou como o grupo criminoso se infiltrou na cadeia de produção e distribuição de combustíveis no país.
Endereços dos postos investigados
Os seis mandados de busca e apreensão atingem empreendimentos registrados em nome de Pedro Furtado Gouveia e Luiz Ernesto Franco Monegatto, ambos suspeitos de manter negócios associados a Mourad.
Os endereços investigados são:
- Auto Posto Super Senna LTDA — Av. Washington Luís, 434, Gonzaga — Santos (SP)
- Auto Posto Novo Milênio — R. Conselheiro Rodrigues Alves, 385, Macuco — Santos (SP)
- Auto Posto Panamera LTDA — Av. Presidente Kennedy, 10.136, Maracanã — Praia Grande (SP)
- Auto Posto Platinum — Av. Dr. Roberto de Almeida Vinhas, 8.989, Vila Mirim — Praia Grande (SP)
- Auto Posto Quasar LTDA — Av. Presidente Kennedy, 12.970, Vila Caiçara — Praia Grande (SP)
- Auto Posto Ímola de Araraquara LTDA — Av. Maria Camargo de Oliveira, 3.571, Vila Velosa — Araraquara (SP)
Suspeita de rede interligada de lavagem
Segundo as investigações, os postos têm conexões com Himad Mourad, primo de Mohamad e considerado um dos articuladores do esquema.
Um relatório policial aponta que um pagamento realizado em junho de 2025 em um posto de Praia Grande foi processado em nome de outro estabelecimento em Araraquara, evidenciando indícios de ocultação de propriedade e movimentação irregular de valores.
Documentos também mostram que Himad figurou como sócio de vários dos postos investigados até março deste ano, embora não conste oficialmente no quadro societário atual.
O levantamento das autoridades revelou que 15 empresários investigados são sócios em 251 postos espalhados por quatro estados brasileiros.
Só na Baixada Santista, 33 estabelecimentos foram identificados em Santos, Praia Grande, Guarujá, São Vicente, Cubatão e Mongaguá.
Com informações apuradas pelo G1*