Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel” e apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima, foi flagrado ensinando técnicas de tortura a jovens da facção.
O caso ganhou repercussão nesta sexta-feira (17) e envolve também a delegada Layla Lima Ayub, que mantém vínculo pessoal e profissional com integrantes da organização criminosa.
Vídeo mostra técnicas de tortura aplicadas por ‘Dedel’
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Jardel demonstra a jovens como bater nas mãos com pedaços de madeira durante sessões de tortura. A gravação, publicada com a legenda “Aqui o chicote estala”, expõe o ensino de práticas violentas dentro da facção.
Jardel, que já foi preso em 2021 por recrutar adolescentes para atividades criminosas, permanece investigado por atuação no crime organizado em Boa Vista, principalmente em bairros da zona Oeste, como o Conjunto Habitacional Vila Jardim.
Histórico criminal de Jardel Neto Pereira da Cruz
Natural de Santa Inês (MA), “Dedel” já havia sido condenado a oito anos em regime semiaberto, após prisão na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc). Em 2023, recebeu benefício de saída temporária, não retornou e foi novamente preso em Marabá, no Pará.
Autoridades apontam que ele exerce influência sobre jovens e chefes locais do PCC, cobrando ações mais agressivas, incluindo ataques a integrantes do Judiciário e forças de segurança. Jardel também usava publicações nas redes sociais para divulgar símbolos e mensagens associadas à facção.
Delegada Layla Lima Ayub é alvo de operação
Layla Lima Ayub, delegada presa em São Paulo, é investigada por manter ligação pessoal e profissional com integrantes do PCC, além de exercer irregularmente a advocacia após assumir o cargo em dezembro de 2025.
O casal é suspeito dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, e a Justiça autorizou mandados de prisão temporária e busca e apreensão em São Paulo e no Pará. Entre os alvos das investigações está a compra de uma padaria na Zona Leste de São Paulo com recursos de origem ilícita, possivelmente em nome de laranjas.
Com informações do G1*