ANP cobra retorno imediato da REAM ao refino e Marcelo Ramos critica prática

Redação Portal Norte

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) notificou a Refinaria de Manaus (REAM), do Grupo Atem, exigindo a retomada imediata das atividades de refino. A determinação prevê punições com base na Lei 9.847/1999 em caso de descumprimento.

Segundo a ANP, a refinaria não retomou a produção após solicitar duas paradas técnicas de até 12 meses, o que contraria a Resolução 852/2021. Atualmente, a planta estaria funcionando apenas para formulação e mistura de combustíveis, atividade que não pode ser realizada de forma exclusiva por empresas de refino.

Refinaria mantém apenas mistura de combustíveis, diz agência

As unidades U-2111 e U-2110 entraram em parada em abril e maio de 2024, respectivamente, para manutenção. A refinaria informou que retomaria temporariamente o funcionamento da U-2110 por 12 dias a partir de 26 de agosto de 2025, processando 6 mil m³ de petróleo Bretaña.

Após esse período, a unidade voltaria a ser desativada por até mais 12 meses, condicionando a retomada definitiva a fatores logísticos e econômicos, além da política de preços da Petrobras.

Apesar de não operar regularmente o refino, a REAM mantém atividades de formulação, o que motivou a notificação da ANP.

Marcelo Ramos se manifesta

O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), que é pré-candidato ao Senado, celebrou a medida em vídeo divulgado nas redes sociais. Ele classificou a conduta da empresa como “imoral”, criticando o envio de petróleo de Urucu ao sudeste para refino enquanto o Amazonas dispõe de uma refinaria que não está em plena atividade.

Para Ramos, essa situação impede a redução nos preços do combustível e do gás de cozinha no estado. “Nós não vamos parar enquanto a refinaria não voltar a refinar o petróleo de Urucu”, afirmou.

A REAM foi contatada pela reportagem do O Poder para comentar a decisão da ANP. Até a publicação, não houve manifestação.

Com informações do O Poder*