O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT-AM) falou sobre sua pré-candidatura a uma vaga no Senado em 2026 e sobre sua relação com outros nomes do cenário político amazonense.
As declarações foram feitas em entrevista à TV Norte Amazonas no programa “Povo Na TV” nesta terça-feira (29).
Marcelo Ramos detalhou sua estratégia eleitoral e destacou a importância de manter uma bancada articulada em Brasília para defender os interesses do estado.
Pré-candidatura de Marcelo Ramos e disputa por vaga no Senado
Ramos relembrou que a eleição para o Senado no Amazonas é diferente das disputas por deputado federal, com duas vagas em jogo.

“Temos um cenário favorável com o senador Omar Aziz (PSD) como provável candidato ao governo e o senador Eduardo Braga (MDB) buscando a reeleição para o senado”, disse.
O ex-deputado deixou claro que não vê conflito em disputar uma vaga ao lado de Braga, prometendo inclusive apoiar a campanha do colega.
“O PT, como partido do presidente Lula, terá naturalmente direito a uma vaga na chapa majoritária”, completou.
Por que migrar para o Senado?
A decisão de concorrer ao Senado foi justificada por Ramos com base na maior capacidade de influência política. Ele comparou a atuação como deputado federal – onde os representantes do Amazonas são apenas 8 entre 513 – com as possibilidades no Senado, onde seriam 3 entre 81.
“Omar Aziz e Eduardo Braga, como líderes de suas bancadas, já representam quase um terço do Senado. Precisamos manter essa força”, argumentou.
Críticas aos “lacradores” da política
O político foi direto ao criticar o que chamou de “lacradores” (parlamentares que ganham visibilidade nas redes sociais, mas teriam pouca capacidade de articulação).
“Não podemos trocar senadores experientes e influentes por quem não defende nossos interesses. Pergunte em São Paulo quem são os senadores do Amazonas e lembrarão de Braga e Aziz. O inverso não acontece”, disparou destacando a importância de ter representantes reconhecidos nacionalmente.
Sobre possível candidatura a vice-governador
Questionado sobre a possibilidade de integrar uma chapa majoritária como vice-governador, Ramos preferiu não antecipar posições.
“Essa é uma decisão que cabe principalmente ao candidato, que acredito será o senador Omar Aziz, e ao meu partido”, ponderou.
No entanto, não escondeu a admiração pelo colega: “Seria uma honra acompanhar alguém com quem tenho não apenas convergência política, mas também forte amizade pessoal”.