O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT-AM) realizou uma análise do atual cenário político e econômico do Brasil, destacando avanços do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação com a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
As declarações foram feitas em entrevista à TV Norte Amazonas nesta terça-feira (29).
Com dados oficiais, Ramos rebateu críticas à administração federal e explicou por que a percepção de crise persiste entre parte da população.
Marcelo Ramos faz comparação entre governos: emprego, inflação e Zona Franca
Durante entrevista ao programa “Povo Na TV”, Ramos citou indicadores econômicos e sociais para sustentar sua defesa.
- Fome: “O governo Bolsonaro colocou o Brasil no mapa da fome, com 4,2% da população em desnutrição grave. Sob Lula, o índice caiu para menos de 2,5%, limite estabelecido pela ONU”, disse Ramos, relembrando a pesquisa publicada recentemente.
- Zona Franca de Manaus: “Sob Bolsonaro, tínhamos menos de 100 mil trabalhadores no polo industrial. Hoje, são 130 mil, um recorde histórico.”
- Economia: “O PIB cresce mais sob Lula, o desemprego caiu para 6,2% (menor taxa da série histórica), e a inflação, apesar dos desafios, está sendo controlada”, completou Marcelo.
Por que a sensação de piora? Inflação e “viés ideológico”
Questionado sobre a percepção de crise entre parte da população, Ramos atribuiu o fenômeno a dois fatores:
- Inflação por demanda: “O aumento do consumo, fruto da geração de empregos e renda, pressionou preços. Mas a inflação de alimentos já cai mês a mês, graças a políticas como a taxa Selic elevada (15%), que freia a alta sem estagnar a economia.”
- Polarização: “Há quem se recuse a admitir melhorias por aversão ideológica a Lula. Os números, porém, são incontestáveis: o Brasil está melhor hoje.”
“Dados objetivos x. percepção”, diz Ramos
Marcelo Ramos encerrou reforçando que os avanços devem se traduzir em qualidade de vida para a população.
“O fato é que os números, eles são incontestáveis. O Brasil de hoje é melhor do que era no passado. Tudo isso só faz sentido se melhorar a vida das pessoas. A Zona Franca está mais forte, o emprego no Amazonas aumentou, e os números oficiais comprovam”, disse o ex-deputado.
As declarações ocorrem em um momento de debates acirrados sobre o desempenho da economia.