Marcelo Ramos defende PT em escândalos da Lava Jato, Mensalão e Fraude do INSS

Redação Portal Norte

O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) participou, nesta terça-feira (29), de uma entrevista no programa Povo na TV. Durante o bate-papo, ele confirmou que seguirá no Partido dos Trabalhadores (PT) e se lançará como pré-candidato ao Senado pelo Amazonas.

Ao ser questionado sobre escândalos envolvendo governos do PT, como mensalão, Lava Jato e a recente fraude no INSS, Ramos afirmou que a maioria dos envolvidos nos principais casos de corrupção era ligada ao Centrão, e não à sigla.

“Se você pegar os políticos presos no mensalão e no petrolão, a maior parte deles são políticos do Centrão e não do PT. No petrolão, todos os dirigentes da Petrobras presos, na CPI dos Correios todos os dirigentes presos eram indicados do Centrão, e não do PT. É bom a gente lembrar disso”, declarou.

Para ele, o principal mecanismo para combater a corrupção é fortalecer a transparência e o controle social.

“Nós temos que lembrar que o mecanismo de combate à corrupção, na minha opinião, é transparência e controle social e isso serve para qualquer governo”, disse.

Fraude no INSS e críticas a Alberto Neto

Marcelo Ramos também comentou o caso recente de fraudes no INSS, alegando que a estrutura que permitiu o esquema foi criada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, teceu críticas ao deputado Alberto Neto.

“É importante relembrar que o deputado Alberto Neto foi relator da medida provisória que estabelecia uma regra para impedir esse tipo de fraude, mas ele tirou isso do texto final. E ainda incluiu o aumento do desconto no contracheque do trabalhador para empréstimo consignado, de 30% para 35%”, afirmou.

Pronunciamento de Alberto

Em entrevista na última segunda-feira (28), Alberto Neto comentou sobre a Fraude no INSS e negou ter participado de esquema. Reportagem do Estadão apontou que, como relator de uma medida provisória em 2021, ele teria facilitado descontos indevidos em aposentadorias, que podem ter causado rombo de R$ 6,3 bilhões.

Alberto Neto afirmou que a prorrogação do recadastramento de aposentados ocorreu devido à pandemia de Covid-19, para evitar riscos aos idosos, e destacou que a decisão foi aprovada em consenso com parlamentares e sindicatos.

Ele culpou entidades “ligadas à esquerda” e o governo Lula, classificando o caso como “um dos maiores golpes contra aposentados”.

O parlamentar disse ainda ter assinado o pedido de abertura da CPI do INSS e declarou estar à disposição para colaborar com as investigações.