Câmara em família: R$ 277 milhões em emendas vão para redutos de deputados

Redação Portal Norte

Com milhões de reais enviados através de emendas de comissão, conhecidas como “novo orçamento secreto”, pela falta de transparência, os deputados federais equiparam prefeituras comandadas por seus parentes. 

São mais de 30 deputados incluídos na lista que satisfizeram cidades geridas por pais, irmãos e esposas, por exemplo. 

Dados do orçamento de 2024, tornados públicos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que o total enviado aos locais vai além dos R$ 277 milhões em valores empenhados. Do montante, R$ 163 milhões foram efetivamente pagos pelo governo federal.

Destaques

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mandou mais de R$ 22 milhões via comissões de Saúde e Turismo da Casa. Do total, um pouco mais de R$ 5 milhões foram pagos à cidade de Patos (PB). O município tem como prefeito o seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos).

O ex-presidente do Parlamento, deputado Arthur Lira (PP-AL), enviou mais de R$ 10 milhões à cidade de Barra de São Miguel (AL), que, à época, tinha à frente da prefeitura o seu pai, Benedito de Lira. Dos R$ 10 milhões, o Executivo pagou R$ 2,5 milhões.

Em menor quantidade, o deputado federal licenciado e ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), também está na lista por mandar verbas à cidade então gerida pelo pai. R$ 1,4 milhão foram destinados à Alto Alegre do Pindaré (MA). O valor foi empenhado, mas não pago. 

Caso Nikollas Ferreira

Na última sexta-feira (30), o primo do deputado Nikollas Ferreira (PL-MG) foi preso por transportar 30,2 kg de maconha no porta-malas do carro.

O caso ganhou repercussão porque, meses antes das eleições, Nikolas destinou R$ 1,5 milhão em emendas para a cidade onde seu primo atuava.

*Com informações de Metrópoles