A Câmara dos Deputados oficializou, na última sexta-feira (21), a convocação do suplente Missionário José Olímpio (PL-SP) para assumir o mandato no lugar de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que solicitou licença por 122 dias.
A licença de Eduardo Bolsonaro inclui dois dias para “tratamento de saúde” e 120 para “tratar de interesses pessoais”. Conforme o regimento da Câmara, afastamentos superiores a 120 dias exigem a convocação do suplente.
Eduardo Bolsonaro pede afastamento da Câmara dos Deputados
O deputado justificou sua saída ao afirmar que pretende permanecer nos Estados Unidos para “buscar sanções contra violadores de direitos humanos”.
Ele também alegou perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Nos últimos meses, tem reforçado laços com autoridades americanas e criticado o Judiciário brasileiro.
Após o anúncio da licença, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido do PT para cassação do passaporte de Eduardo Bolsonaro.
O líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), apresentou a solicitação sob a acusação de conspiração contra o governo brasileiro, em articulação com parlamentares dos EUA. Por fim, o ministro arquivou o caso.
Quem é José Olímpio, que vai substituir Eduardo Bolsonaro?
José Olímpio Silveira Moraes é formado em Direito pela Faculdade de Itapetininga, no interior de São Paulo, e tem trajetória política ligada à Igreja Mundial do Poder de Deus.
Em suas redes sociais, declara atuar em defesa de “valores cristãos e familiares”, além de manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Olímpio também foi vereador cinco vezes por Itu e São Paulo. Antes de filiação ao Partido Liberal (PL), esteve em siglas como Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Progressistas (PP), Democratas (DEM) e União Brasil.
Em 2014, enquanto deputado federal, José Olímpio apresentou o Projeto de Lei (PL) 7561/2014. A proposta proíbe o implante de chips e outros dispositivos eletrônicos em seres humanos. O parlamentar argumentou que esse tipo de conduta poderia implantar uma “satânica Nova Ordem Mundial”.
Até então, mais ninguém discutiu a proposta, que permanece parada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
*Com informações de CNN