O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, demonstrou disposição para um confronto com o governo federal. A fala foi feita no último sábado (1º), em entrevista ao portal Metrópoles.
O parlamentar declarou que “se o governo quer guerra, terá guerra. Se quiser diálogo, terá diálogo”, além de ressaltar que a população pode esperar por “batalhas políticas”.
Apesar das afirmações, Cavalcante buscou, na segunda-feira (3), diminuir os desacordos com seus opositores. Após a sessão de abertura do ano legislativo, o deputado cumprimentou com abraço o ministro das Relações Institucionais do governo Lula (PT), Alexandre Padilha.
Segundo informações, o líder do PL disse ao ministro que trabalharão juntos pelo Brasil com “respeito democrático”. Padilha concordou.
Deputados usam bonés em protesto
O ato ocorreu no mesmo dia em que nomes da direita usavam bonés com referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em protesto ao cenário econômico brasileiro, após deputados da base governistas também utilizarem bonés com a frase “o Brasil é dos brasileiros”.
Nas redes sociais, Cavalcante disse que “o povo brasileiro merece dignidade e poder de compra”.
Relação de respeito
Ao mesmo tempo em que exista uma ameaça de novos confrontos, o novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirma que fará uma “gestão de união”. Em sua trajetória, Motta já possui um perfil mais diplomático, onde foge de confrontos ideológicos e mantém diálogo com todos os partidos na casa legislativa.
“O nosso interesse é trabalhar pelo Brasil, enfrentando a agenda do presente e não antecipando o debate eleitoral de 2026”, declara.
O aceno de Motta sugere que a relação com o governo federal será democrática, trazendo à memória a rixa do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), com o chefe da pasta das relações institucionais.
*Com informações de Metrópoles