Um homem de 31 anos foi detido pela Polícia Civil em Cruzeiro do Sul, no Acre, acusado de estuprar e fotografar as partes íntimas de uma mulher com síndrome de Down durante uma confraternização na casa da família da vítima.
O crime ocorreu em 2023, mas a prisão só foi realizada na última sexta-feira (17). O acusado, que na época do crime usava tornozeleira eletrônica, já havia sido preso temporariamente, mas foi solto aguardando julgamento.
O caso foi descoberto quando a irmã da vítima percebeu que a mulher estava sozinha na cozinha com o acusado e decidiu segui-la. Ao entrar no quarto, a irmã encontrou o homem abusando sexualmente da vítima. Testemunhas afirmaram que, ao ser flagrado, o acusado tentou disfarçar o ato fingindo mexer no celular.
De acordo com o depoimento da irmã, a vítima relatou que o acusado tirou suas roupas e perguntou o que ela achava que ele havia feito, ao que ela respondeu que ele havia fotografado suas partes íntimas. A mulher também afirmou que o homem tocou suas partes íntimas.
Homem acusado de estuprar mulher com síndrome de Down negou as denúncias
O acusado, considerado um amigo próximo da família, negou as acusações. No entanto, o celular dele foi apreendido pelos familiares, que encontraram fotos íntimas da vítima na galeria do aparelho. O caso foi imediatamente denunciado à polícia.
A família relatou que o acusado sempre esteve presente nas comemorações da família e era considerado uma pessoa de confiança. “Ele era praticamente parte da família. Estávamos fazendo um churrasco e assistindo a um jogo quando o crime aconteceu”, afirmou a irmã da vítima.
Em julho de 2024, o homem foi condenado por estuprar a mulher com síndrome de Down a uma pena de 8 anos, 6 meses e 10 dias de prisão, além de uma multa, pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Cruzeiro do Sul.
O juiz Marcos Rafael Maciel de Souza ressaltou que, devido à condição da vítima, ela possui limitações cognitivas que a impedem de compreender e consentir com atos sexuais.
Embora tenha admitido ter tirado as fotos da vítima, o acusado negou o abuso físico, alegando que tudo ocorreu de forma rápida e que, quando a irmã da vítima encontrou as imagens no seu celular, nada mais teria acontecido.
*Com informações do portal g1 da Polícia Civil.