A qualidade do sono tem sido motivo de preocupação para milhões de brasileiros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população no Brasil enfrenta algum tipo de distúrbio do sono.
Essa situação se agravou durante a pandemia de covid-19, conforme revelou um estudo do Instituto do Sono, de São Paulo.
A pesquisa mostrou que 55% dos participantes relataram piora no sono durante o surto de covid, o que foi atribuído ao aumento de preocupações e ao maior tempo gasto em frente a telas, como celulares, computadores e televisores.
Especialistas apontam que houve uma mudança significativa nos padrões de sono ao longo dos últimos 200 anos. Antes da era da eletricidade, as pessoas seguiam o ciclo natural do dia e da noite, o que favorecia um sono mais regulado.
No entanto, atualmente, estímulos noturnos como o uso de dispositivos eletrônicos e rotinas de trabalho estendidas impactam negativamente a qualidade do descanso. A pandemia intensificou ainda mais essa situação, levando muitas pessoas a dormir menos e com pior qualidade.
Quantas horas dormir por noite? Veja as recomendações da OMS e CDC
A quantidade de horas de sono varia conforme a idade, segundo orientações da OMS e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Confira as recomendações:
- Bebês (0 a 3 meses): 14 a 17 horas por dia, incluindo cochilos
- Bebês (4 a 11 meses): 12 a 16 horas por dia
- Crianças (1 a 2 anos): 11 a 14 horas por dia
- Crianças (3 a 4 anos): 10 a 13 horas por dia
- Crianças em idade escolar (6 a 12 anos): 9 a 12 horas por noite
- Adolescentes (13 a 18 anos): 8 a 10 horas por noite
- Adultos (18 a 60 anos): 7 ou mais horas por noite
- Adultos (61 a 64 anos): 7 a 9 horas por noite
- Idosos (65 anos ou mais): 7 a 8 horas por noite
Além das horas de sono, especialistas recomendam manter horários regulares para dormir e acordar, o que ajuda a regular o relógio biológico e melhorar a qualidade do descanso.
Se você enfrenta dificuldades para dormir ou sente cansaço constante, é aconselhável procurar ajuda médica para investigar possíveis distúrbios do sono.
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*Com informações de National Geographic Brasil e Senado Federal