A Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu 26 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na terça-feira (25), durante a Operação Fim de Dança II.
A PCRR cumpriu 77 mandados judiciais ao longo do dia, incluindo 22 de prisão preventiva, e efetuou 9 prisões em flagrante.
A ação ocorreu em seis municípios de Roraima, Boa Vista, Mucajaí, Iracema, Caracaraí, Rorainópolis e São João da Baliza, e também no estado de São Paulo.
Além disso, a polícia apreendeu drogas, veículos, munições, celulares e outros materiais ligados à facção.
Operação integrada e investigação de seis meses
A DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) coordenou a operação e contou com o apoio do GAECO e do Ministério Público de Roraima (MPRR).
Mais de 300 policiais civis participaram, incluindo 51 delegados, utilizando 95 viaturas durante as diligências.
Os mandados de busca atingiram 64 endereços, considerando que alguns alvos possuíam mais de uma residência.
Assim, a operação integra a terceira fase da RENORCRIM, rede nacional de combate a organizações criminosas.
Facção tinha rede de tráfico
A PCRR identificou que o PCC mantinha uma rede de “lojas” de venda de drogas, cada uma faturando cerca de R$ 1.500 por dia, parte do valor sendo repassada à facção.
Entre os presos, três ocupavam cargos estratégicos no controle da venda de entorpecentes e na gestão financeira do grupo.
Portanto, a Polícia cumpriu dois mandados em São Paulo, prendendo um líder e operador financeiro da facção, comprovando a atuação nacional do grupo criminoso.
Impacto na segurança pública
As prisões ajudam a reduzir os conflitos internos da facção, que frequentemente resultam em homicídios. A polícia conduziu todos os detidos às delegacias e os apresentou à Audiência de Custódia.
Apesar disso, a operação continua em andamento, com novas diligências previstas para os próximos dias.