A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (29) a Operação Imperium Messis contra corrupção e lavagem de dinheiro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e em empresas de exportação de alimentos em Roraima.
Em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), a PF já cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais em Boa Vista (RR), Cantá (RR) e Cuiabá (MT).
Denúncia anônima
De acordo com a PF, as investigações começaram após uma denúncia anônima sobre irregularidades na fiscalização de mercadorias destinadas à exportação.
O grupo teria criado o esquema em 2020, transferindo as inspeções do Mapa para uma empresa privada em Boa Vista que funcionava como entreposto aduaneiro.
De acordo com as apurações, servidores públicos cobravam propinas de empresários do setor para favorecer determinadas empresas durante o processo de liberação de cargas.
Os investigados lavavam os valores por meio de empresas de fachada e intermediários para ocultar a origem do dinheiro ilícito.
Bloqueia de bens e afastamentos
Durante a operação, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 1,8 milhão em bens e valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Além disso, ordenou o afastamento de servidores públicos, a suspensão das atividades da empresa contratada e a proibição de saída do país para alguns envolvidos.
A PF destacou que as medidas visam reunir provas, interromper as ações criminosas e garantir a continuidade da investigação sem interferências.
Significado da operação e impacto do esquema
O nome “Imperium Messis”, em latim, significa “poder da colheita”, uma referência ao controle que o grupo exercia sobre a fiscalização de produtos agrícolas.
Conforme a Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema feria princípios da administração pública, além de prejudicar a livre concorrência entre empresas e minar a confiança da sociedade nas instituições federais.