A Operação Curaretinga mobiliza cerca de 550 militares da 1ª Brigada de Infantaria de Selva em uma ação conjunta com tropas da Guiana, Polícia Federal (PF), IBAMA e FUNAI para coibir crimes ambientais na extensa faixa de fronteira de Roraima.
Além disso, a operação leva serviços médicos, odontológicos e apoio humanitário para aldeias indígenas, ampliando o alcance social da iniciativa.
Ação ocorre em áreas estratégicas de Roraima
Integrada ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), do Governo Federal, a operação conta com apoio aéreo de duas aeronaves do 4º Batalhão de Aviação do Exército.
As equipes se deslocam por municípios como Pacaraima, Uiramutã, Normandia, incluindo a Terra Indígena Raposa Serra do Sol e Bonfim.
No sul do estado, as ações se estendem a Caracaraí, Rorainópolis, Caroebe, São João da Baliza e São Luiz do Anauá.
Nessas áreas, militares e agentes ambientais desarticulam garimpos ilegais, combatem a extração clandestina de madeira e impedem o descaminho e o tráfico de drogas.
Bens apreendidos e multas reforçam impacto da operação
Desde o início das ações, as equipes já apreenderam dois tratores, um caminhão, duas motosserras e uma espingarda calibre 16.
Os materiais, avaliados em cerca de R$ 1,3 milhão, representam parte da estrutura utilizada para explorar a região de forma irregular.
Enquanto isso, o IBAMA aplicou aproximadamente R$ 745 mil em multas por desmatamento, transporte ilegal de madeira e estoque não autorizado em depósito. As equipes embargaram 146 hectares usados para a extração clandestina de madeira.
Ademais, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, as equipes também inutilizaram quatro balsas e um motor usados no garimpo, ação que impede o retorno imediato dos exploradores.