A Operação Atlas reuniu 6.500 militares de todo o país, que utilizaram veículos blindados, tanques de guerra e aeronaves em ações táticas planejadas para a Amazônia.
Conforme o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, a escolha da Amazônia se deve ao difícil acesso da área, que exige treinamento especializado.
“O pessoal do Rio de Janeiro passou quase 12 meses para chegar aqui. Aqui de perto, do Amapá, eu conversei com um chefe de comando que passou 17 dias andando nos rios. Então, isso é um treinamento para nós nos adequarmos e, cada vez mais, aprimorarmos o trabalho para defender esse país”, afirmou o ministro.
Além disso, o Ministro destacou a complexidade da operação. Alguns batalhões de outras regiões levaram dias para chegar a Roraima, reforçando a logística desafiadora do treinamento.
Garantia da soberania nacional
O Ministério da Defesa escolheu a região amazônica por considerá-la estratégica tanto do ponto de vista ambiental quanto geopolítico.
Para o General Tomás Paiva, comandante do Exército Brasileiro, a presença militar assegura a soberania nacional em uma das áreas mais sensíveis do país.
“É importante que se saiba que a gente tem reforçado muito a região, o nosso planejamento é tirar meios da região sul do Brasil, das regiões mais ao sul do Brasil e intensificar a nossa prioridade nas fronteiras e, principalmente, na Amazônia”, reforçou o general.
Teste de armamentos nacionais
Além do treinamento tático, a Operação Atlas também serviu para demonstrar a capacidade da artilharia brasileira.
Durante os exercícios, os militares realizaram disparos simulados de canhão e detonaram explosivos para testar o desempenho de equipamentos fabricados no país.
Conclusão e próximos passos
A operação seguirá até a próxima semana, com encerramento previsto em Formosa, no estado de Goiás.
Até lá, as Forças Armadas continuarão realizando exercícios que combinam mobilidade, artilharia e logística, reforçando a presença estratégica do Brasil na Amazônia.