A Polícia Federal (PF) fechou, na última quarta-feira (23), um laboratório clandestino que processava ouro extraído de garimpos ilegais na terra indígena Raposa Serra do Sol, localizada em Roraima.
O local funcionava de maneira irregular em uma marcenaria abandonada, na área urbana da cidade. Durante a operação, a PF prendeu quatro pessoas e encontrou substâncias químicas perigosas usadas no processamento do minério.
O laboratório utilizava cianeto e ácido sulfúrico para separar o ouro dos sedimentos extraídos, uma prática extremamente tóxica que substituía o uso de mercúrio, comumente empregado em garimpos ilegais.
Essa combinação química libera materiais altamente poluentes, oferecendo sérios riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Apreensão de substâncias perigosas e equipamentos ilegais
Durante a operação, a PF apreendeu mais de 2 mil kg de carvão contaminado com cianeto, além de equipamentos utilizados no tratamento do ouro.

Além disso, a PF encontrou munições de calibre 7.62 mm, de uso restrito, indicando a possível presença de armamento pesado no local. Diante do perigo químico e ambiental, isolou a área para evitar contaminação.
Esta ação faz parte de uma série de investigações focadas no combate ao garimpo ilegal em terras indígenas e ao tráfico de ouro extraído de maneira criminosa.
No entanto, a polícia segue em busca de outros envolvidos e investiga a cadeia de distribuição desse ouro ilegal.
Investigação continua e foco no tráfico de ouro ilegal
A PF informou que as investigações ainda estão em andamento e que o objetivo é identificar outros envolvidos no esquema de garimpo ilegal.
Além disso, a operação também busca mapear a cadeia de distribuição do ouro ilegal, focando na identificação de compradores e intermediários envolvidos na comercialização do minério.
Os garimpos ilegais em terras indígenas como Raposa Serra do Sol preocupam as autoridades pelos impactos ambientais e danos sociais e econômicos à população local.
Reforço nas ações de combate ao garimpo ilegal
A Polícia Federal intensificou operações contra o garimpo ilegal, especialmente em áreas protegidas como terras indígenas e unidades de conservação.
Portanto, a ação em Roraima reforça o compromisso de desmantelar redes criminosas que exploram o ouro de forma irregular e prejudicial ao meio ambiente.