Dois indígenas morreram em queda de helicóptero na tarde da última segunda-feira (7), na região do Parima, em Roraima. A aeronave da empresa Voare, contratada pelo Ministério da Saúde, realizava a remoção de um paciente da comunidade indígena Arathau para Boa Vista.
As outras três pessoas que estavam a bordo sobreviveram com ferimentos leves. No entanto, uma criança de 9 anos, que estava fora do helicóptero, também ficou ferida.
Segundo o empresário Renildo Lima, dono da Voare, o helicóptero sofreu uma pane logo após a decolagem e caiu na floresta. O piloto ainda conseguiu desviar para não atingir diretamente a comunidade.
O helicóptero, modelo Esquilo B2 (prefixo PP-IVO), ficou completamente destruído após o impacto e pegou fogo.
Queda de helicóptero em Roraima
A bordo estavam o piloto, um funcionário da Voare, um técnico da SESAI (Secretaria de Saúde Indígena) e dois indígenas, de 78 e 80 anos. A equipe faria duas viagens: a primeira com os idosos e a segunda para buscar crianças e jovens da comunidade que também necessitavam de atendimento médico.
O acidente aconteceu por volta das 16h30. Um adolescente indígena presenciou o acidente e caminhou por mais de três horas pela mata para buscar ajuda no posto do Parima.
Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram ao local por volta das 8h58 de terça-feira (8) e resgataram os sobreviventes, além da criança ferida. Todos foram levados ao posto de Surucucu e, depois, transferidos para Boa Vista.
O Ministério da Saúde informou que acompanha o caso e presta apoio às famílias. A FAB abriu investigação por meio do SERIPA VII para apurar as causas do acidente e a Voare também vai registrar boletim de ocorrência para que os corpos sejam periciados.
Portanto, a conclusão do inquérito dependerá da complexidade da ocorrência e dos fatores envolvidos.