Durante uma operação no Rio Branco, no interior de Roraima, fiscais ambientais apreenderam e queimaram 272 redes de pesca usadas de forma ilegal.
A ação aconteceu nos últimos dias do período de defeso, que terminou na segunda-feira (30).
Fiscalização ambiental em Roraima
Equipes da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) e da Polícia Militar, por meio da Companhia Independente de Polícia Ambiental (Cipa), realizaram a fiscalização.
As redes, conhecidas como malhadeiras, estavam escondidas em áreas de igapó e em locais onde o rio desce, o que facilita a captura de peixes.

Além disso, o período de defeso é uma época do ano em que a pesca é proibida para proteger os peixes durante a piracema — quando sobem os rios para se reproduzir.
As equipes atuaram em trechos da Corredeira do Bem Querer, no município de Iracema, e perto da comunidade Vista Alegre, na região sul do estado.
Por fim, este ano, a Femarh usou drones para identificar redes escondidas em lagos e igapós.

Resultados da operação
De acordo com o analista ambiental Pedro Milton, a operação teve bons resultados.
“Estamos quase no fim da piracema e obtendo bons resultados, com a apreensão de várias malhadeiras. O trabalho tem sido satisfatório, pois percebemos que as pessoas estão cada vez mais conscientes sobre a importância de respeitar as leis ambientais”, disse.