A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cessatio para apurar fraudes na concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas) a venezuelanos.
Um delegado aposentado da Polícia Civil e oito advogados são investigados por suposto envolvimento em um esquema criminoso de golpes previdenciários em Roraima.
A ação ocorre nos municípios de Boa Vista e Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e cumpre 14 mandados de busca e apreensão.
Polícia Federal investiga fraude no INSS em Roraima
De acordo com as investigações, os integrantes do grupo aliciavam idosos no país vizinho e falsificavam documentos.
Além disso, os suspeitos realizavam cadastros irregulares em sistemas governamentais para viabilizar o acesso ao benefício.
Muito dos beneficiários retornavam à Venezuela após a liberação dos valores, mantendo o recebimento regular.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 16 milhões em bens e valores dos investigados, além da suspensão de atividades econômicas de alguns deles, como medida cautelar alternativa à prisão.
Origem das investigações
A operação também apura denúncias sobre beneficiários de programas sociais que estariam fora do território nacional.
As apurações têm como origem a Operação Ataktos, realizada em outubro de 2024, que revelou a existência de diferentes grupos criminosos atuando de forma autônoma na obtenção fraudulenta do BPC-Loas.
Por fim, esta é a sexta operação da PF em Roraima voltada ao combate de fraudes na concessão de benefícios assistenciais pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nota da Polícia Civil de Roraima
A Polícia Civil de Roraima (PC-RR) declarou, por meio de nota, que o suspeito investigado pela operação contra fraude no INSS, não atua como delegado nem em atividade, nem como aposentado no estado.
A instituição também afirmou que ele exerceu a função de delegado, mas foi demitido em três de julho de 2012.
Confira a nota completa:
“A Polícia Civil de Roraima esclarece que o indivíduo investigado na Operação Cessatio, deflagrada nesta quinta-feira, 24, pela Polícia Federal, não pertence aos quadros da instituição, nem como delegado em atividade nem como aposentado.
O investigado exerceu a função de delegado de polícia, mas foi demitido em 3 de julho de 2012, por decisão administrativa, após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar. A penalidade foi aplicada com base no artigo 120, inciso VI, e artigo 135, inciso I, da Lei Complementar nº 53/2001.
Reforça que, desde então, o ex-servidor não possui qualquer vínculo com a Polícia Civil de Roraima”, disse a PC-RR.