Um fisioterapeuta de 29 anos que atuava em Ariquemes foi condenado pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) pelo crime de violação sexual mediante fraude.
O caso aconteceu no município, dentro de uma clínica particular. A vítima, uma jovem de 18 anos na época do ocorrido, era paciente do profissional.
O profissional recebeu pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, a ser cumprida em regime aberto. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e interdição temporária de direitos, incluindo a proibição de exercer a profissão de fisioterapeuta.
A condenação foi obtida por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Ariquemes, sob responsabilidade da Promotora de Justiça Elba Souza de Albuquerque e Silva Chiappetta.
Abuso sob pretexto de procedimento terapêutico
Segundo a decisão judicial, o fisioterapeuta usou sua posição profissional para enganar a vítima, fazendo-a acreditar que os atos libidinosos faziam parte de um procedimento terapêutico.
O MPRO argumentou que o crime aconteceu em um contexto de vulnerabilidade, uma vez que a relação entre profissional de saúde e paciente envolve confiança e desigualdade de poder.
O fisioterapeuta abordou a vítima após ver uma postagem nas redes sociais onde ela relatava dores. Ele entrou em contato por mensagens privadas e a convidou para uma reavaliação. A jovem já havia passado por duas sessões de fisioterapia com o acusado.
Fisioterapeuta fez outras vítimas
O fisioterapeuta, agora condenado, foi preso em 3 de abril de 2023, durante a Operação Higia, deflagrada pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de Ariquemes.
A investigação começou após a denúncia de uma paciente que procurou o profissional para tratar um trauma no joelho.
Durante a avaliação, ele tentou beijá-la, retirou o sutiã e a deitou, chegando a beijar seus seios mesmo diante da rejeição da vítima.
Com a denúncia, a polícia passou a monitorar a rotina do suspeito para coletar provas. A prisão foi realizada na clínica onde ele trabalhava, especializada em fisioterapia e pilates.