A Polícia Civil de Rondônia prendeu no último sábado (19) Matheus Vítor Uliana Nascimento, principal suspeito de assassinar o pecuarista Nelson Alexandre Melo, de 30 anos, conhecido como “Xandy do Motocross”, em Ariquemes (RO).
O crime ocorreu em fevereiro deste ano, em um posto de combustíveis do município, e foi registrado por câmeras de segurança.
Confissão e liberação após fiança
No dia do homicídio, Matheus se apresentou voluntariamente na delegacia de Ariquemes. Ele confessou o crime e entregou a arma utilizada nos disparos.
Na ocasião, foi autuado apenas por porte ilegal de arma de fogo, mas acabou liberado após pagamento de fiança.
A polícia, à época, alegou que não havia elementos suficientes para manter a prisão em flagrante por homicídio, considerando ainda indícios de legítima defesa.
Nova prisão por ameaças
A reviravolta no caso veio meses depois. Segundo o delegado regional de Ariquemes, o suspeito passou a procurar e ameaçar pessoas envolvidas na investigação, o que motivou a reabertura do inquérito.
Com base nas novas apurações, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) solicitou a prisão preventiva de Matheus, que foi autorizada pela Justiça.
No sábado, a Delegacia Regional de Ariquemes cumpriu mandado de prisão e de busca no município. Paralelamente, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-RO, executou dois mandados de busca e apreensão em Porto Velho.
Câmeras registraram o crime
A morte de “Xandy do Motocross” aconteceu em um posto de combustíveis de Ariquemes. Imagens de segurança mostram o momento em que ele desce do carro e caminha em direção ao veículo de Matheus. Em seguida, o suspeito abaixa o vidro e efetua os disparos.
Nelson foi socorrido e levado ao hospital regional, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante as primeiras investigações, a Polícia Civil apontou que a motivação do crime poderia estar ligada a uma “questão amorosa”.
Os detalhes exatos da relação entre vítima e suspeito, no entanto, não foram divulgados oficialmente. Entenda a linha cronológica do crime.