O plano de paz entre Israel e Hamas enfrenta novo impasse após o grupo reconhecer dificuldades para encontrar e entregar os corpos de reféns israelenses na Faixa de Gaza.
O acordo, mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, previa a troca de prisioneiros palestinos por israelenses, mas a devolução parcial reacendeu as desconfianças entre as partes.
A primeira fase do cessar-fogo incluía também a entrega dos corpos das vítimas sequestradas durante o conflito de 2023. Até agora, apenas uma parte dos reféns mortos foi devolvida, o que levou autoridades israelenses a acusarem o Hamas de descumprir o pacto.
Washington endurece o tom
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com firmeza às dificuldades apresentadas pelo Hamas. Durante pronunciamento, afirmou que o país “não hesitará em agir” caso o grupo volte a realizar ataques contra civis em Gaza.
A postura norte-americana aumenta a pressão sobre os líderes do movimento, que justificaram a demora pela destruição causada pelos bombardeios e a necessidade de equipamentos especializados para localizar os corpos sob os escombros.
Hamas pede apoio internacional
Em comunicado recente, o Hamas agradeceu o empenho dos países mediadores e solicitou que eles pressionem Israel a avançar com as próximas etapas do acordo.
O grupo também defendeu a ampliação da ajuda humanitária, a reabertura do cruzamento de Rafah e o início da reconstrução de Gaza, com foco em moradias, hospitais e escolas.
Com as tensões renovadas, o futuro do cessar-fogo em Gaza depende do cumprimento integral dos compromissos assumidos por ambos os lados e da continuidade da intervenção diplomática internacional.