Trump anuncia fim da guerra Israel-Hamas após troca de reféns e prisioneiros

Redação Portal Norte

O Hamas libertou nesta segunda-feira (13) os últimos reféns israelenses ainda vivos, em um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e aliados, enquanto Israel liberou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos.

O presidente Donald Trump declarou o fim da guerra de dois anos que abalou o Oriente Médio, destacando que o “longo pesadelo” para israelenses e palestinos havia chegado ao fim.

O Exército de Israel confirmou o recebimento de todos os 20 reféns sobreviventes, transferidos de Gaza pela Cruz Vermelha.

A libertação provocou aplausos, abraços e lágrimas na Praça dos Reféns, em Tel Aviv. Em Gaza, familiares celebraram nos hospitais a chegada de prisioneiros e detentos liberados pelo governo israelense como parte do acordo.

Cúpula discute futuro da Faixa de Gaza

Horas após a troca de reféns, Trump reuniu líderes muçulmanos e europeus no resort de Sharm el-Sheikh, no Egito, para discutir o futuro de Gaza e a possibilidade de uma paz regional mais ampla.

Apesar da ausência de representantes de Israel e do Hamas, a cúpula contou com a presença do presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi e de líderes do Catar e da Turquia, que participaram da mediação do cessar-fogo.

Durante a abertura, Trump assinou um documento em apoio ao acordo, destacando o compromisso de trabalhar coletivamente para consolidar a trégua.

As discussões incluíram governança, segurança e reconstrução de Gaza, com o presidente americano afirmando que “agora começa a reconstrução” e descrevendo o acordo como potencialmente “o maior de todos”.

Obstáculos à paz duradoura

Apesar da trégua, ainda existem desafios importantes. Entre eles, a recuperação dos restos mortais de 26 reféns israelenses que morreram durante os ataques do Hamas em outubro de 2023, além de dois cujo destino permanece desconhecido.

Os militares israelenses já escoltaram quatro caixões contendo restos mortais que estão sendo identificados.

O conflito, iniciado com os ataques do Hamas que mataram 1,2 mil pessoas, deixou áreas de Gaza devastadas e cerca de 68 mil mortos, segundo autoridades de saúde locais.

A situação humanitária é crítica, e suprimentos de alimentos, medicamentos e combustível precisam ser enviados com urgência para a população afetada.

O chefe de ajuda da ONU, Tom Fletcher, reforçou a necessidade de acelerar o envio de abrigo, combustível e alimentos à população do enclave.

Mesmo após a retirada parcial de Israel, o Hamas mantém presença militar e repressão interna, com a morte de 32 membros de grupos rivais na Cidade de Gaza.

Na Cisjordânia, tensões continuam devido à expansão de assentamentos judaicos, complicando a implementação de uma solução de dois Estados.

A governança futura de Gaza, a segurança local e o papel do Hamas permanecem questões cruciais. Israel ainda exige o desarmamento do grupo, enquanto a Autoridade Palestina busca participar da administração futura da região.

Com informações da Agência Brasil