A votação da PEC da Blindagem gerou turbulência nos bastidores da política em Brasília, provocando embates entre deputados e senadores de um mesmo partido.
Segundo apuração da CNN, o episódio resultou em trocas de acusações e tensão nas reuniões de bancadas.
Partidos divididos
Siglas como Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) registraram momentos de forte desgaste interno.
Senadores criticaram a falta de comunicação sobre as negociações conduzidas na Câmara dos Deputados e reclamaram de terem sido surpreendidos com a movimentação em torno da proposta.
As críticas foram feitas em encontros partidários, expondo divergências na condução do processo.
Deputados defendem estratégia
Parlamentares da Câmara alegam que houve um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar barrar o avanço da anistia. Segundo os deputados, os votos favoráveis à PEC da Blindagem fariam parte dessa estratégia.
No entanto, o plano não se sustentou: a urgência da anistia acabou aprovada, frustrando o grupo e aumentando a tensão entre as duas Casas Legislativas.
Críticas à condução política
O desfecho da votação expôs a Câmara a críticas da opinião pública e desgastou a imagem de Motta.
A situação gerou a necessidade de uma nova gestão de crise, em um momento em que o Congresso já enfrenta pressões do Centrão e da oposição sobre o tema da anistia e questionamentos sobre sua capacidade de articulação e cumprimento de acordos.