‘Eu sou a favor, mas isso precisa ser discutido’, diz vereador de Manaus sobre a ‘CNH sem autoescola’

Redação Portal Norte

O vereador Rodrigo de Sá (PP) comentou, em entrevista à TV Norte nesta sexta-feira (12), a proposta do governo federal que permite a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a obrigatoriedade de frequentar autoescolas.

Segundo ele, o tema precisa ser amplamente discutido. “Eu acho que a gente precisa de uma discussão muito ampla em torno desse assunto. Eu sempre fui a favor do processo de formação desde que ele fosse efetivo”, destacou.

O parlamentar afirmou que, na prática, muitas vezes o processo atual não atinge a eficácia esperada.

“No papel ele é muito bonito, no papel existem várias regras, carga horária, só que o que a gente via na prática é que muitos alunos às vezes não prestavam atenção nas aulas, ou não iam para as aulas, o processo acabava não sendo exatamente o que deveria ser”, explicou.

Clandestinidade para dirigir

De Sá também lembrou que a falta de efetividade do sistema acaba empurrando parte da população para a informalidade.

“Naturalmente que as pessoas procuravam a clandestinidade, procuravam a ilegalidade, passam a dirigir, mesmo sem se submeter ao processo previsto em lei. Então você precisa trazer essas pessoas para a legalidade”, afirmou.

Para ele, a proposta do governo federal pode contribuir nesse sentido, assim como já ocorreu no Amazonas com a CNH Social, programa implementado quando esteve no Detran. O estado, segundo o vereador, chegou a oferecer quase 80 mil carteiras gratuitas.

“A ideia da CNH social, por conta do custo alto e o governo do Amazonas ofereceu quase 80 mil CNHs sociais, o Amazonas foi recordista nessa política pública, era exatamente trazer as pessoas que estavam na informalidade, especialmente os profissionais da área de trânsito, para que ele se legalizasse e pudesse circular com a CNH”, pontuou.

Apesar de favorável, Rodrigo ressalta que é necessário analisar os impactos econômicos. “Então, por um certo lado, eu sou a favor, mas isso precisa ser discutido, porque vai atingir, evidentemente, um setor da economia muito importante”, completou.