O sargento Jan Elber Dantas Ferreira, da Polícia Militar de Roraima (PM-RR), preso pela Polícia Federal na Operação Jeremias 22:17, é o mesmo PM que atuou como segurança do governador Antonio Denarium (PP) durante cinco anos.
A ligação entre o PM e os crimes investigados pela PF envolve suspeitas de participação em sequestro, tortura e apoio logístico ao garimpo ilegal na Terra Yanomami.
Jan Elber atuou por cinco anos como segurança na Casa Militar do Palácio Senador Hélio Campos, de dezembro de 2018 a março de 2023.
Depois disso, foi transferido para o quadro administrativo, mas retornou ao serviço de segurança de autoridades em novembro de 2023, onde permaneceu até março de 2024.
Ligação com empresário investigado por garimpo
Jan Elber também está envolvido em outras investigações. Segundo reportagem do jornal O Globo, o militar estaria ligado a um empresário acusado de explorar garimpo ilegal na Terra Yanomami, que também recebia serviços de segurança de policiais militares.
O empresário foi preso em 2024 por porte ilegal de armas, no município do Cantá. No momento da prisão, ele dirigia uma caminhonete registrada em nome de Jan Elber. A investigação apura se o policial estaria envolvido no transporte de armas para abastecer o garimpo.
Em sua defesa, Jan Elber afirmou ao jornal que emprestou o veículo ao empresário para uma viagem a Rorainópolis, e que não estava presente no momento da abordagem.
À época, o sargento também negou qualquer envolvimento com crimes e disse que nunca havia sido alvo de operação policial.
Por fim, a PM-RR confirmou a abertura de uma sindicância interna para investigar a conduta do policial no caso, relacionado à Operação Hades.
PM é preso suspeito de sequestrar e torturar homem por ‘ouro negro’
O PM foi preso nesta quinta-feira (22) em uma operação da PF que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária contra policiais suspeitos de sequestrar e torturar um homem em Caracaraí, em 2023.
Conforme as investigações, os agentes teriam cometido o crime para obrigar a vítima a informar o destino de uma carga de cassiterita, minério conhecido como “ouro negro”. Além disso, policiais de Roraima também teriam participado da ação.
Saiba quem são os suspeitos da organização criminosa.