A alta nos preços dos alimentos levou o governo federal a uma articulação para reduzir os valores.
O presidente Lula (PT) explicou, durante coletiva com jornalistas nesta quarta-feira (5), que se reunirá com a indústria da carne para entender maneiras de como os alimentos podem chegar de forma mais barata às mesas das famílias.
“Tenho uma reunião essa semana com o pessoal da carne, com o Ministério da Agricultura para que a gente encontre uma solução para fazer com que esse alimento chegue na mesa do trabalhador compatível com o poder aquisitivo do trabalhador”, disse.
Lula afirmou que sua gestão “leva a inflação muito a sério” e tem o entendimento de que há controle, mas que se preocupa e, por isso, se reúne para debater soluções ao povo brasileiro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2024 em 4,8%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os alimentos de maiores preocupações do governo são:
- Laranja-lima e laranja-pera: 91,03% e 48,33%;
- Café moído: 39,6%;
- Óleo de soja: 29,21%;
- Carnes: 20,84% (maior alta no acém, 25,24%);
- Açúcar e derivados: 5,59% (maiores altas no açúcar orgânico, de 17,62%;
- Etanol, de 17,58%.
Diesel
O presidente comentou ainda sobre o reajuste do preço do diesel, que subiu no último sábado (1).
“Estamos discutindo para saber como vamos fazer a compensação na hora que você tem um reajuste, pois impacta em vários setores”, salientou.
No final do mês de janeiro, o petista se defendeu de críticas, comparando a 2022, no governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Eu não autorizei aumento no diesel. Desde o meu primeiro mandato, eu aprendi que quem autoriza é a Petrobras. Se a Petrobras tiver que fazer o reajuste ainda assim não levando em conta o aumento da inflação, se colocasse a inflação no preço, ainda assim será menor que em dezembro de 2022”, expressou.