Donald Trump toma posse nesta segunda-feira (20) como presidente dos Estados Unidos pela segunda vez, substituindo Joe Biden. A cerimônia será realizada em local fechado devido ao frio intenso em Washington D.C.
O discurso de posse será na Rotunda do Capitólio, com início previsto para as 8h (horário de Brasília) e logo em seguida com apresentações musicais. No discurso, ele deve sinalizar o tom de seu segundo mandato.
Durante a campanha, Donald Trump sofreu uma tentativa de assassinato em Butler, Pensilvânia. Entre as polêmicas, Trump mencionou controlar a Groenlândia, o Canal do Panamá e transformar o Canadá em estado americano.
Operações de imigração
O governo Trump planeja deportações em massa, começando por Chicago. Cerca de 200 agentes devem iniciar operações ainda hoje.
Vários relatos indicam que ações semelhantes ocorrerão em Nova York e Miami. A Coalizão de Illinois para os Direitos dos Imigrantes e Refugiados criticou a operação.
Brasil na posse
Uma comitiva de 21 deputados federais de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhará o pelotão do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda.
Os deputados, que afirmam ter custeado a viagem com recursos próprios, prometem “representar” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está impedido de viajar ao exterior após ter sua passaporte apreendido pela Polícia Federal.
A embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, irá representar o Brasil. Entre os líderes mundiais convidados estão Javier Milei, presidente da Argentina, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
O presidente Lula afirmou, durante reunião ministerial nesta segunda-feira, que torce para que Trump realize “uma gestão profícua”. Além disso, apesar de não ter o mesmo posicionamento político que o líder norte-americano, ressaltou que não busca conflitos. Lula chegou a citar a Venezuela.
“O Trump foi eleito para governar nos Estados Unidos e eu, como presidente do Brasil, torço para que ele faça uma gestão profícua, para que o povo brasileiro e o povo americano melhorem e para que os americanos continuem a ser um parceiro histórico que é do Brasil, porque da nossa parte nós não queremos briga, nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com a China, nem com a Índia, nem com a Rússia. É esse país que eu assumi o compromisso de construir”, afirmou.