O governo dos Estados Unidos (EUA) revogou na última quarta-feira (13) os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e de Alberto Kleiman, ex-integrante da pasta.
Os dois participaram da criação e operacionalização do programa Mais Médicos, criticado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
“O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras”, afirmou.
Rubio justifica a medida como um endurecimento de medidas tomadas por Washington contra o regime de Cuba, de onde vieram vários profissionais da área de saúde para trabalhar no Brasil.
The United States is expanding its Cuba-related visa restriction policy. @StateDept has taken steps to restrict visa issuance to Cuban and complicit third-country government officials and individuals responsible for Cuba’s exploitative labor export program. We will promote…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) February 25, 2025
Ministro se pronuncia
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o programa. Em publicação no X, Padilha disse que o Mais Médicos “salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira”.
Ele comparou a situação de ataques com o Pix, também alvo de críticas recentes do governo Trump.
“Seguiremos firmes em nossas posições: saúde e soberania não se negociam. Sempre estaremos do lado do povo brasileiro”, expressou.
O Mais Médicos, assim como o PIX, sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja. O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira.
— Alexandre Padilha (@padilhando) August 13, 2025
Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das…