Em carta divulgada na manhã desta segunda-feira (10), o presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), embaixador André Corrêa do Lago, estabeleceu os principais objetivos para o evento que ocorrerá em novembro, em Belém.
O documento, que traz 12 páginas, distribuído para 197 países signatários, aponta que essa COP deve ser a mais diferenciada.
“Podemos fazer da COP30 o pontapé inicial de uma nova década de inflexão na luta climática global. Como nação do futebol, o Brasil acredita que podemos vencer “de virada”, destaca a carta.
Focos estipulados
De maneira essencial, o trabalho, de acordo com o presidente, deve ser pautado em três pontos.
- Aumento da força do multilateralismo;
- Conexão da sociedade civil nas conversas;
- Potência de termos negociados pelo acordo de Paris.
O primeiro tópico se dá pelo entendimento de que há afastamento nas relações multilaterais no mundo e a descrença das pessoas nas ações do que é negociado nas COPs anteriores, em vista de fatores climáticos.
“O multilateralismo climático conta com a sabedoria e as conquistas de cada uma das últimas 29 COPs. Apoiando-se nos ombros de nossos predecessores, a presidência da COP30 sente-se humilde diante dos legados das COPs 21 a 29, legados que devemos preservar e expandir”, fala o presidente.
Sobre a sociedade civil, os comandantes da COP30 entendem que “a humanidade precisa” desse setor. O objetivo é “alinhar processo multilateral com a realidade cotidiana das pessoas”.
A ocasião marca ainda 10 anos da adoção do Acordo de Paris e, portanto, compreende-se que “no período que antecede a COP30, precisamos de Contribuições Nacionalmente determinadas (NDCs) ambiciosas, que privilegiam a qualidade como cumprimento das obrigações legais do Acordo de Paris”.
Apesar disso, há preocupações quanto à saída dos Estados Unidos (EUA) do Acordo. “Não há a menor dúvida de que a saída dos Estados Unidos enfraquece o multilateralismo”, afirmou o embaixador.