O presidente Lula (PT) exaltou a figura da primeira-dama Janja na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), durante balanço da Conferência na última quarta-feira (19).
“Não sei quantas vezes uma primeira-dama trabalhou tanto numa COP como a Janja trabalhou. E ela não estava aqui porque era minha mulher, ela estava aqui porque tinha uma função, ela tinha uma representação dada pela presidente da COP para que ela percorresse o Brasil e o mundo falando da participação das mulheres”, disse.
Ele ainda ressaltou que “mulheres não são objeto nessa COP” e que devem ser tratadas “com respeito na participação plena, porque as mulheres não são cidadãos de segunda classe.”
Janja em Manaus
Uma das visitas de Janja foi em Manaus, onde reuniu-se com mulheres indígenas, quilombolas, ribeirinhas e evangélicas, além de cientistas e pesquisadores da região.
Durante as reuniões, a primeira-dama destacou a importância de garantir espaço para as mulheres nas mesas de negociação internacionais.
“Tenho andado pelo Brasil conversando com as mulheres e levando a mensagem delas. Ao final, vamos publicar uma carta das mulheres para a COP30, e a voz das mulheres da Amazônia será ouvida pelos líderes mundiais”, expressou.
Poderes
A participação de Janja no governo já foi criticada, com afirmações dela de já ter vivido um momento de fragilidade emocional. Há poucos meses, novos caminhos se abriram: o Executivo publicou o Decreto nº 12.604, que promove mudanças na estrutura administrativa da Presidência da República.
Assinada em agosto, a medida amplia o acesso da primeira-dama Janja da Silva aos serviços do Gabinete Pessoal do Presidente da República.