Uma mulher que venceu o prêmio de R$ 103 milhões na Mega-Sena em 2020 está enfrentando uma disputa judicial com o ex-marido, que alega ter direito à metade do valor, ou seja, R$ 66 milhões.
A batalha envolve acusações de má-fé e disputas sobre a natureza da relação do casal, que durou pouco mais de um ano, e levantou questões sobre união estável e direitos patrimoniais.
O casal começou a namorar em abril de 2020 e ficou noivo no mesmo ano. Em outubro, o sorteio do concurso 2306 da Mega-Sena, que teve os números 03, 19, 28, 33, 57 e 58, entregou o prêmio milionário de R$ 103.029.826,38. Poucos dias após o sorteio, em 29 de outubro, eles se casaram.
No entanto, o relacionamento foi curto: após nove meses de casamento, a mulher pediu o divórcio, e a separação, que foi total de bens, deu início a uma disputa judicial que já dura vários anos.
Ex-Marido reivindica metade do prêmio
O ex-marido alega que, durante o tempo em que estiveram juntos, o casal mantinha uma união estável, o que, segundo ele, garantiria o direito à metade do prêmio.
Ele afirma que a mulher teria agido de maneira “sorrateira” ao transferir os valores antes de pedir o divórcio, deixando-o em uma situação financeira difícil e sem recursos para realizar uma cirurgia médica urgente.
Por outro lado, a mulher defende que ganhou o prêmio sozinha e que, apesar do casamento formal, a relação com o ex-marido nunca constituiu uma união estável.

Ela argumenta que o relacionamento foi breve e que, ao contrário do que ele afirma, não compartilhavam uma vida financeira comum. Além disso, ela nega que o casal tivesse relações íntimas antes do casamento, algo que o ex-marido alegou em sua defesa.
O ex-marido também argumenta que, além de uma relação de convivência, o casal possuía uma conta bancária conjunta, o que reforçaria a tese de união estável. No entanto, documentos bancários da Caixa Econômica Federal indicaram que a conta em questão era individual, sem movimentações conjuntas relevantes.
Em 2023, o tribunal decidiu bloquear 50% dos bens da mulher, correspondente a R$ 66 milhões. No entanto, as investigações revelaram que, ao contrário do valor alegado, foram encontrados apenas R$ 22,5 milhões distribuídos em diferentes contas bancárias.
Em fevereiro de 2024, a justiça liberou apenas 10% desse montante.
Atualmente, ela vive com uma parte do prêmio enquanto aguarda a decisão final da justiça sobre a divisão dos bens e a resolução do conflito.
*Com informações do Metropoles.