Morte de Ayrton Senna: veja o que disse médico-chefe da F1, Sid Watkins, ao fazer primeiros socorros

Redação Portal Norte

Ayrton Senna da Silva foi um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1. Nasceu em 21 de março de 1960, em São Paulo, e morreu tragicamente em 1º de maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Imola, na Itália.

Este episódio é considerado um dos mais sombrios da história da Fórmula 1, marcando o esporte de maneira profunda.

Ayrton Senna, então piloto da Williams, liderava a corrida na sétima volta quando perdeu o controle do carro na curva Tamburello, uma das mais rápidas do circuito. Seu veículo saiu da pista a mais de 200 km/h e colidiu violentamente contra a barreira de pneus.

Ayrton Senna comemora vitória no GP Brasil em 1993 - Edu Garcia/Estadão Conteúdo/AE
Ayrton Senna comemora vitória no GP Brasil em 1993 – Edu Garcia/Estadão Conteúdo/AE

O impacto causou a quebra de uma das hastes da suspensão, que perfurou o capacete de Senna, causando ferimentos fatais em sua cabeça. Apesar dos esforços da equipe médica, liderada pelo renomado doutor Sid Watkins, Senna não resistiu e foi declarado morto poucas horas depois.

“Ele estava sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro, por suas pupilas, que ele teve um ferimento maciço no cérebro. Nós o tiramos do cockpit e o pusemos no chão. Embora eu seja totalmente agnóstico, eu senti sua alma partir nesse momento” – disse o neurocirurgião.

Os primeiros socorros foram realizados ainda na pista. Após ser retirado do carro, Ayrton Senna foi transportado de helicóptero para o Hospital Maggiore, em Bolonha. A morte do piloto brasileiro foi confirmada às 18h40, no horário local. De acordo com a autópsia, uma peça da suspensão do carro atravessou o capacete e atingiu o crânio de Senna, causando morte instantânea às 14h17, horário de Ímola.

O corpo de Ayrton Senna chegou a São Paulo em 4 de maio. O cortejo seguiu do Aeroporto de Guarulhos até a Assembleia Legislativa, onde foi realizado um velório que durou quase 24 horas. No último trajeto, até o Cemitério do Morumbi, aproximadamente dois milhões de pessoas acompanharam o funeral. Senna foi sepultado com honras de chefe de estado, em uma cerimônia marcada por profunda comoção nacional.