O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, passam por primeira audiência nesta segunda-feira (5), às 14h, no horário de Brasília, em um tribunal de Nova York, em processo que inclui tráfico de drogas.
O caso ocorre sob forte esquema de segurança e amplia a tensão política entre Estados Unidos e Venezuela. Maduro está detido na penitenciária do Brooklyn, onde permanece isolado e sob vigilância federal reforçada.
As imagens mais recentes divulgadas mostram o líder venezuelano cercado por agentes do FBI, chegando à prisão na noite de sábado algemado, vestindo um agasalho e usando chinelos. Cília Flores também está sob custódia das autoridades americanas.
A prisão do casal aconteceu durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas. Segundo imagens de satélite, um dos alvos do ataque foi a base militar de Forte Tiuna, onde Maduro e a esposa estavam no momento da captura.
Em pronunciamento na televisão estatal, o ministro da Defesa da Venezuela afirmou que quase todos os oficiais responsáveis pela segurança do casal morreram durante o bombardeio.
De acordo com o jornal The New York Times, o número total de mortos na operação ultrapassa 80. O governo americano confirmou que houve militares feridos, mas disse que nenhum corre risco de morrer e não detalhou quantos soldados foram atingidos.
Enquanto o processo judicial avança, o cenário político segue instável. Em entrevista à rede CBS, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Casa Branca está aberta ao diálogo com um novo governo venezuelano. No entanto, horas depois, o tom mudou.
O presidente Donald Trump fez uma nova ameaça direta à Venezuela. Segundo ele, a presidente interina Delcy Rodríguez poderá “pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, caso não coopere com as exigências do governo americano.