O Ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, chega nesta terça-feira (21), à Suíça, para representar o governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial de Davos, que ocorre nesta semana. A missão é debater investimentos externos na economia verde e na transição energética.
O evento reúne líderes de todo o planeta e traz, neste ano, o tema “Colaboração para a Era Inteligente”.
Silveira enfrenta a discussão com a importante tarefa de, também, fazer articulações para a Conferência das Partes para a Mudança do Clima (COP30), que acontecerá em Belém no final do ano.
O cenário é ainda mais desafiador quando observada a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, após o presidente Donald Trump assinar decreto.
O chefe da pasta explica a importância do debate, tendo em vista posicionamentos de Trump sobre o uso de combustíveis fósseis, desencadeado pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
“O grande propósito do nosso governo é fazer inclusão. A visão da bioeconomia e a economia energética é uma grande oportunidade do Brasil se tornar uma nova indústria de descarbonização, uma nova indústria de salvaguarda do planeta, mas que inclua as pessoas. Os combustíveis fósseis, a agricultura de alta emissão será repudiada pela sociedade nas próximas décadas”, disse Alexandre Silveira.
O Ministério tem ainda ações focadas na transição energética no Brasil, como a criação da Política Nacional de Transição Energética (PNTE) e a sanção da Lei do Combustível do Futuro.
Recentemente, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), uma resolução para criar o Processo Seletivo Público que selecionará representantes da sociedade civil para composição do Plenário do Fórum Nacional de Transição Energética – Plenário Fonte, para o biênio 2025/2026.
O que é o Fórum Econômico Mundial?
O Fórum surgiu em 1971, na Suíça, e tem como principal objetivo promover a cooperação público-privada e discutir questões globais urgentes. As reuniões acontecem em janeiro, na cidade de Davos, Suíça, e reúne líderes mundiais, empresários, políticos, acadêmicos e representantes da sociedade civil.
Entre os principais tópicos das discussões estão o avanço tecnológico, as mudanças climáticas e as tensões geoeconômicas. Além disso, os participantes buscarão identificar novas fontes de crescimento econômico.
Mais de 3 mil pessoas devem participar do evento, incluindo 350 líderes governamentais. Donald Trump deve participar de forma remota. No caso do Brasil, além do presidente Lula não participar, a delegação brasileira será menor que o habitual.
Questões domésticas, como as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, justificam a ausência de uma delegação maior.
Uma pesquisa recente do WEF apontou os conflitos armados, as mudanças climáticas e as tensões econômicas como os principais fatores de risco para 2025
*Com informações de Agência Gov