O dólar registrou uma queda nesta sexta-feira (20), sendo negociado próximo a R$ 6,05, impulsionado por um leilão realizado pelo Banco Central (BC) que ofertou US$ 3 bilhões ao mercado à vista.
A medida busca conter a alta acumulada da moeda americana e aliviar a pressão sobre o real.
Após atingir R$ 6,30 na última quinta-feira (19), o dólar encerrou o dia em R$ 6,12, influenciado pela ação do BC, que ofertou US$ 8 bilhões para aumentar a liquidez da moeda no mercado. O novo leilão desta sexta-feira é mais uma tentativa de estabilizar a cotação.
Até as 14h20 desta sexta-feira, o dólar apresentava queda de 0,51%, sendo cotado a R$ 6,0801. Durante a manhã, chegou à mínima de R$ 6,0515. Na quinta-feira, a moeda americana recuou 2,32%, fechando em R$ 6,1216.
Mesmo com a queda recente, o dólar acumula:
- Alta semanal de 1,44%;
- Valorização mensal de 2,02%;
- Avanço anual expressivo de 26,15%.
As oscilações refletem tanto o cenário interno, marcado por preocupações fiscais, quanto fatores externos, como as condições globais de liquidez e as políticas monetárias de grandes economias.
Estava prevista uma oferta adicional de US$ 4 bilhões em operações de linha — modalidade em que o BC vende dólares com o compromisso de recompra futura. No entanto, o leilão foi cancelado devido a questões técnicas. A autoridade monetária não informou se haverá nova oferta ainda hoje.
O que influencia a cotação do dólar?
A valorização do dólar frente ao real está associada a diversos fatores, sendo as incertezas fiscais internas um dos principais motivos.
Especialistas destacam que a falta de clareza em relação ao pacote de medidas para redução de gastos, proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem aumentado a apreensão no mercado financeiro.
No cenário externo, a moeda norte-americana também é impactada por variáveis globais. A proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos tem gerado volatilidade política, enquanto as expectativas em torno das próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre os juros seguem influenciando os mercados internacionais, com reflexos diretos na cotação do dólar no Brasil.
Com informações do portal g1.