Um colonista cristão chamado Vinícius Lana opinou sobre o Festival de Parintins, gerando polêmica ao afirmar que a festa pertence ao “sistema anticristo”. Em uma publicação, o “pesquisador” explicou cada ponto que supostamente justificaria sua percepção.
Vinícius começa o artigo declarando que “a bíblia” alertava para um “sistema que mistura idolatria, espetáculo, cultura e engano“. Logo em seguida, o colunista diz que Parintins se encaixa nesta “engrenagem”.
Para provar o seu ponto, ele optou por discorrer em cinco pontos vestígios que comprovem sua teoria. Diante disso, diversos frequentadores e ex-brincantes do Festival de Parintins se manifestaram na publicação.
O posicionamento polêmico do colunista dividiu opiniões.
O colunista alega que o Festival de Parintins tem “idolatria oculta e perigosa”, “infiltração de crenças das trevas” e “entretenimento para cegar o discernimento”. Além disso, alega que põe a “cultura como altar de sacrifício”.
Veja:
Origem do Festival de Parintins
O Festival de Parintins iniciou oficial em 1965, idealizado pelo então prefeito Enéas Gonçalves, com apresentações competitivas dos bois Garantido e Caprichoso.
Em 1988, a festa ganhou o Bumbódromo, símbolo da cultura local, construído na gestão de Amazonino Mendes.
O Boi Garantido foi fundado em 1913 por Lindolfo Monteverde, como promessa a São João após se curar de uma doença. Com cores vermelha e branca, nasceu na comunidade afro-indígena da Baixa do São José.
O Boi Caprichoso também surgiu em 1913, criado por Roque Cid e seus irmãos na região do Urubuzal, inspirado por um boi homônimo de Manaus. O Touro Negro representa luta e identidade negra, com reduto no tradicional Curral Zeca Xibelão.