MPAM inclui Garantido e Caprichoso como réus em ação sobre preços do Festival de Parintins

Redação Portal Norte

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) pediu à Justiça a inclusão dos bois Garantido e Caprichoso como réus no processo que apura possíveis abusos na política de preços do Festival de Parintins.

A medida amplia o foco da ação, que inicialmente atingia apenas a Amazon Best, empresa responsável pela comercialização dos ingressos e pacotes turísticos.

Documento apresentado pela Amazon Best levanta novas suspeitas

A decisão de expandir o escopo surgiu após a própria Amazon Best apresentar um documento indicando que os bois-bumbás teriam participado das discussões sobre definição dos preços. O MPAM questiona a legitimidade do termo, já que ele foi assinado somente depois do início da ação judicial.

Para o órgão de controle, o material pode indicar uma tentativa da empresa de dividir responsabilidades pelos reajustes considerados excessivos.

Aumento dos preços pode ter envolvido todos os responsáveis pelo evento

Segundo o Ministério Público, se os bois de fato contribuíram para a política de precificação, passam a responder solidariamente pelos valores elevados que geraram críticas e dificultaram o acesso do público ao festival.

A participação das duas agremiações na definição dos preços é vista como um elemento que reforça a tese de que o aumento não foi responsabilidade exclusiva da Amazon Best.

Venda de ingressos segue suspensa por ordem judicial

No início de novembro, a Justiça já havia determinado a suspensão das vendas para a edição 2026 do Festival Folclórico, em decisão assinada pela juíza Simone Laurent Arruda da Silva.

A ordem impede qualquer comercialização — física ou online — sob responsabilidade da Amazon Best, até que a investigação avance.

Ação agora mira toda a cadeia de precificação do Festival

Com a inclusão dos bois Garantido e Caprichoso como réus, a apuração deixa de atingir somente a empresa responsável pelas vendas e passa a abranger todo o sistema que definiu os valores da próxima edição do festival.

O MPAM deve buscar responsabilização conjunta por parte de todos os envolvidos caso seja comprovado que houve abusividade nos preços praticados.