Após anos de expectativa, a Tesla lançou o primeiro serviço de robotáxis, que vão chegar ao “Cybercab”. A estreia aconteceu no domingo (22) em Austin, nos Estados Unidos, e marca um novo capítulo nas apostas de Elon Musk em inteligência artificial e veículos autônomos.
“Parabéns às equipes de software e chip da Tesla pelo lançamento bem-sucedido do Robotaxi!”, publicou Musk na plataforma X. Ele celebrou o feito como “a culminação de uma década de trabalho duro”.
Getting dropped off in the RoboTaxi!
— Zack (@BLKMDL3) June 22, 2025
Incredible first ride @Tesla_AI pic.twitter.com/AMxUBOxDJw
Apesar da expectativa em torno do modelo Cybercab, a operação começou com o SUV Model Y. A decisão de estrear no Texas não é por acaso: o estado tem leis mais amigáveis para testes de veículos autônomos.
A Tesla, inclusive, enfrenta pressão de parlamentares locais, que querem que a empresa adie os testes até que uma nova lei entre em vigor, em setembro.
Getting in a Tesla Robotaxi. pic.twitter.com/ibByy7bMg3
— Sawyer Merritt (@SawyerMerritt) June 22, 2025
Estreia com cautela e sob vigilância
No lançamento, apenas 10 veículos circularam, todos com monitoramento humano. A operação, por enquanto, é limitada a usuários convidados e funciona das 6h à meia-noite em áreas específicas da cidade.
A Tesla prevê aumentar essa frota para até mil veículos nos próximos meses, com expansão planejada para cidades como São Francisco e Los Angeles.
It’s 2025. If the car can’t do this, I’m not even coming to the dealership. Those are the facts, and they are big. pic.twitter.com/EfKAmmJ4T7
— Mike P (@mikepat711) June 18, 2025
O serviço chega após queda de 71% nos lucros da empresa no primeiro trimestre, e num momento em que Musk tenta se reerguer após rompimento público com o presidente dos EUA. A produção do Cybercab, veículo sem volante e sem pedais, deve começar só em 2026.
Enquanto isso, a Administração Nacional de Segurança no Trânsito dos EUA (NHTSA) segue investigando o software de direção autônoma da Tesla, mas afirma que não aprova previamente essas tecnologias — quem certifica o cumprimento das normas são os próprios fabricantes.
*Com informações da AFP