O atacante Alesson Henrique, do Sport Clube Humaitá, foi acusado de injúria racial contra o goleiro Digão, do Porto Velho, durante a partida válida pela primeira rodada da Copa Verde, na última quarta-feira (22)
O confronto terminou com vitória do Porto Velho por 3 a 2, mas o episódio de discriminação chamou a atenção e resultou na prisão em flagrante do jogador do acre por injúria racial.
Segundo o relato do goleiro, incluído na súmula da arbitragem, Alesson teria proferido o insulto “preto safado” durante um desentendimento em campo. Ambos os atletas foram encaminhados à Central de Flagrantes após a partida.

Defesa alega “provocações comuns”
O advogado de Alesson, Samuel Costa, argumentou que não há provas concretas de que o jogador tenha cometido um ato racista.
Ele classificou o ocorrido como uma troca de provocações típica de jogos intensos. A defesa solicitou medidas cautelares para substituir a prisão preventiva, como a obrigação de se apresentar periodicamente à Justiça e a proibição de contato com a vítima.
Com base no Código de Processo Penal (artigo 319), a Justiça aceitou os argumentos da defesa, e Alesson foi liberado após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (23). O atleta agora responderá ao processo em liberdade.
Clubes se manifestam após caso de injúria racial
O Porto Velho Esporte Clube repudiou o ato de racismo por meio de nota oficial nas redes sociais. A equipe destacou que atitudes discriminatórias não têm lugar no esporte nem na sociedade, reforçando a importância de respeito mútuo e inclusão.
Já o Humaitá não informou se tomará medidas disciplinares contra o jogador, mas ressaltou em nota que é contra qualquer forma de discriminação.
Diferença entre racismo e injúria racial
No Brasil, crimes como racismo e injúria racial são considerados inafiançáveis pela Constituição Federal. Enquanto o racismo atinge grupos ou coletividades, a injúria racial é direcionada à honra de um indivíduo, com base em aspectos como raça, cor ou etnia.