Brasil busca acordo com os EUA após ouvir empresários e o setor do agro; entenda

Redação Portal Norte

Nesta quarta-feira (16), o Brasil se movimenta para tentar reverter a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos. Para isso, Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC), sentará e discutirá com a Câmara de Comércio Americana (Amchan).

O ministro já se reuniu, na última terça-feira (15), com representantes do agronegócio, a fim de encontrar alternativas sobre o tarifaço. Agora, busca conversar com os setores da indústria química, cooperativas, empresas de software e mais.

EUA taxa Brasil em 50%, mas o que isso significa?

Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, com início em 1º de agosto de 2025. A medida foi justificada por críticas ao governo Lula e acusações de censura no Brasil.

A decisão provocou reações nos mercados: o real caiu, ações de empresas como Petrobras e Embraer despencaram, e Lula prometeu retaliações com base na Lei da Reciprocidade.

Especialistas alertam para riscos de guerra comercial, impactos em produtos como café, carne e suco de laranja, além de possíveis prejuízos à relação diplomática entre os dois países.

Café, carne e suco de laranja - Foto: Reprodução/Canva.
Café, carne e suco de laranja – Foto: Reprodução/Canva.

Nos EUA, os consumidores podem sentir aumento de preços, enquanto o Brasil pode rever acordos e impor tarifas de volta.

Posicionamento de Lula

Logo após o anúncio, o presidente Lula reagiu à taxação de 50% imposta aos produtos brasileiros, anunciando possível retaliação com base na Lei da Reciprocidade. O Congresso, por meio de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, apoiou a resposta.

Lula confirmou que o Brasil apresentará queixa à OMC e buscará negociação com os EUA e outros países afetados. Caso não haja acordo, prometeu aplicar tarifas equivalentes.

Lula criticou Trump por anunciar a medida pelas redes sociais e acusou Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo de influenciarem a decisão. O presidente reforçou que o Brasil não aceitará ameaças externas.