O sérvio Novak Djokovic continua sendo um dos atletas mais comentados atualmente pela imprensa mundial.
– Envie esta notícia no seu Whatsapp
– Envie esta notícia no seu Telegram
No entanto, não é pelos lances que o consagraram nas quadras de tênis, mas sim por ter pedido uma isenção para entrar na Austrália sem se vacinar contra a Covid-19.
Segundo ele próprio declarou nas redes sociais, o governo local lhe concedeu uma “permissão de exceção” para jogar o primeiro grande torneio de 2022 sem apresentar comprovante vacinal.
A organização da disputa exige que todos os participantes comprovem que foram imunizados contra o novo coronavírus. Todavia, Djokovic pode ter fraudado exame de Covid.
O protocolo da Austrália prevê somente exceções para entrada de não vacinados no país em casos, por exemplo, de a pessoa ter alguma condição médica aguda que impeça a dose.
Evidências apuradas pela revista alemã “Der Spiegel” levantam suspeitas se o tenista sérvio de fato teria contraído o novo coronavírus recentemente.
A publicação aponta indícios de fraude.
__________________________________________
RELACIONADAS
+ Tenista tcheca Renata Voracova é detida na Austrália por problemas com visto
+ Sem vacina, tenista Djokovic é retido em aeroporto ao tentar entrar na Austrália
+ Tenista Rafael Nadal é diagnosticado com covid-19 após jogar em Abu Dhabi
___________________________________________
O “Der Spiegel” confrontou a documentação apresentada pelos advogados de Djokovic à Justiça australiana nesta semana com dados do Instituto de Saúde Pública da Sérvia e atestou uma série de inconsistências.
Os dados digitais do exame número 7371999 sugerem que o resultado negativo seria de um exame feito no dia 26 de dezembro às 14h21 no horário sérvio, e não no dia 16 de dezembro, como indicou a defesa do jogador.
A data posterior, no entanto, poderia ter sido a do registro ou download do resultado, apesar de o mais comum ser o registro imediato após o resultado.
O exame negativo apresentado pela defesa de Djokovic, com data de 22 de dezembro, tem número 7320919. Normalmente a organização dos registros é feita de forma sequencial.
A diferença entre eles, de pouco mais de 51 mil, é coincidentemente a mesma diferença de testes realizados no período de 22 a 26 de dezembro, de acordo com dados do sistema de saúde da Sérvia.
Os indícios acima citados indicariam que o teste negativo de Djokovic teria sido, na verdade, produzido antes do segundo teste, com resultado positivo.
O QR code disponível no teste de Covid-19 de Djokovic datado de 16 de dezembro também gerou controvérsia.
Ao acessá-lo, o “Der Spiegel” se deparou com dois diferentes resultados no espaço de pouco mais de uma hora.
A reportagem do “Der Spiegel” apresenta dois prints, ambos feitos nesta semana. No primeiro, às 13h19 (horário local), o resultado do exame aparece como negativo. No segundo, às 14h33, o resultado aparece como positivo.
Revogação do visto
O Ministro da Imigração da Austrália ainda pode revogar o visto de Djokovic. Enquanto isso, o sérvio segue treinando normalmente na Rod Laver Arena para o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada.
A competição começa no dia 17 de fevereiro, e nesta quinta-feira haverá o sorteio das chaves. Djokovic é o cabeça de chave número 1.
Pedido de desculpas
Após a imprensa australiana revelar que Djokovic teria mentido ao preencher formulário de entrada na Austrália, o tenista fez um pronunciamento em sua rede social para esclarecer o assunto.
Segundo ele, houve um erro humano não deliberado no momento do preenchimento do documento pelo seu agente.
No documento, o tenista declarou que não fez nenhuma viagem nos 14 dias anteriores ao voo para a Austrália.
Porém, em suas redes sociais, há provas contrárias evidenciando que ele não cumpriu com a exigência.
Após a divulgação do documento, o atleta fez este pronunciamento para esclarecer que o formulário foi preenchido por sua equipe em seu nome e que houve um erro humano na ação.
____________________________________________________
ACESSE TAMBÉM MAIS LIDAS




