Um ataque a tiros registrado neste domingo (14) durante uma celebração judaica do festival de Hanukkah deixou ao menos 11 pessoas mortas e outras 11 feridas na praia de Bondi, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Sydney, na Austrália. Entre os feridos estão dois policiais que atuaram na resposta à ocorrência.
As autoridades australianas classificaram o episódio como um atentado terrorista. Um dos suspeitos foi morto durante a ação policial, enquanto outro foi preso em estado grave. Há ainda investigação em curso sobre a possível participação de um terceiro envolvido.
Polícia investiga motivação antissemita e possível envolvimento de mais suspeitos
Durante coletiva de imprensa, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul afirmou que o ataque teve como alvo a comunidade judaica local e ocorreu de forma planejada, coincidindo com o primeiro dia do Hanukkah. Um cidadão israelense está entre as vítimas fatais.
Segundo a polícia, 29 pessoas precisaram ser encaminhadas a hospitais da região metropolitana de Sydney, incluindo agentes de segurança. O estado de saúde dos feridos é considerado grave.
Homem desarma atirador e evita tragédia ainda maior
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um homem conseguiu desarmar um dos atiradores após o início dos disparos. O ato foi elogiado por autoridades australianas, que classificaram a atitude como heroica.
O homem, de 43 anos, foi atingido por dois tiros — no braço e na mão —, mas permanece internado fora de risco, segundo informações da imprensa local.
Agência de inteligência eleva alerta e investiga risco de novos ataques
A Organização Australiana de Inteligência de Segurança (ASIO) informou que analisa a identidade dos envolvidos e possíveis conexões extremistas. O diretor-geral da agência afirmou que o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como “provável”.
Durante as buscas no entorno da praia, a polícia localizou um objeto suspeito dentro de um veículo estacionado próximo ao local do ataque. O material foi recolhido por equipes especializadas, e uma área de isolamento foi montada.
Governo australiano e líderes mundiais condenam atentado
O primeiro-ministro da Austrália classificou as imagens do ataque como chocantes e afirmou que o governo está mobilizado para apoiar as vítimas e suas famílias.
A ministra das Relações Exteriores do país repudiou o atentado e destacou que ódio, violência e antissemitismo não têm espaço na sociedade australiana.
Líderes internacionais também se manifestaram. Representantes da ONU, dos Estados Unidos e de Israel condenaram o ataque e prestaram solidariedade à comunidade judaica. Entidades judaicas internacionais e brasileiras divulgaram notas de repúdio e apoio às vítimas.
Ataques em massa são raros na Austrália após leis rígidas sobre armas
Casos de tiroteios em massa são incomuns na Austrália desde o endurecimento da legislação sobre armas de fogo, adotado após um massacre ocorrido em 1996. O episódio em Bondi reacende o debate sobre extremismo, segurança pública e crimes de ódio no país.
A polícia segue com investigações para esclarecer a motivação completa do ataque e eventuais conexões com grupos extremistas.