Nesta quarta-feira (30), a Justiça do Rio de Janeiro aceitou uma nova denúncia do Ministério Público contra o rapper Oruam, desta vez por tentativa de homicídio contra policiais civis.
A acusação é relacionada à forma como o cantor reagiu durante uma operação realizada em sua casa, no dia 21 de julho, que terminou com sua prisão preventiva.
Segundo informações do portal G1, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, também expediu um novo mandado de prisão preventiva contra o artista, que segue detido há uma semana no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Rapper teria arremessado pedras contra policiais
A operação tinha como objetivo apreender um adolescente suspeito de envolvimento com roubo de carros e tráfico de drogas.
O jovem, conhecido como Doca, estava na casa de Oruam quando os policiais chegaram. Após a apreensão do menor, a situação saiu do controle.
De acordo com a denúncia, o rapper um amigo identificado como Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, e outros indivíduos não identificados passaram a atacar os agentes com pedras de até 4,85 kg — lançadas da varanda da casa, a uma altura de 4,5 metros.
Um dos policiais foi atingido nas costas, e outro precisou se esconder atrás da viatura.
Para o MP, Oruam e outros acusados assumiram o risco de matar os policiais, o que configura tentativa de homicídio qualificado.
Ainda segundo a denúncia, o cantor incentivou a violência e chegou a provocar os agentes nas redes sociais após o confronto.
⚠️VEJA: Câmera de segurança flagrou o rapper Oruam (sem camisa e cabelo vermelho) socando o vidro de um carro da polícia para tentar impedir apreensão do Menor Piu.
— BAÚ DO RIO OFC (@baudorio) July 30, 2025
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Caso pode ser enquadrado na Lei dos Crimes Hediondos
A Promotoria classificou o ataque como uma ação “cruel” e com “motivações torpes”, o que pode levar o caso a ser enquadrado na Lei dos Crimes Hediondos — um dos enquadramentos mais severos da legislação penal brasileira.
Além dessa nova acusação, Oruam já havia sido indiciado por outros sete crimes, incluindo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato, ameaça, dano qualificado e lesão corporal. Desde a decisão da Justiça, ele está em prisão preventiva.