Oruam rebate mandado de prisão e denuncia abuso policial: ‘não sou bandido’

Redação Portal Norte

O rapper Oruam se manifestou publicamente nesta terça-feira (22) após a expedição de um mandado de prisão contra ele pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em nota enviada à revista Quem, o artista negou qualquer envolvimento com atividades criminosas, criticou a abordagem policial que sofreu em sua casa e disse ter sido vítima de abuso de autoridade.

“Não sou bandido, criminoso ou delinquente. Sou artista, legítimo representante da minha expressão musical e cultural”, declarou o cantor.

Segundo informações do g1, Oruam foi indiciado após, de acordo com a Polícia Civil, ter impedido a apreensão de um menor procurado por roubo durante uma operação na noite de segunda-feira (21).

‘Jogaram fuzil na minha cara sem mandado’, diz Oruam

Oruam diz que a ação aconteceu por volta da meia-noite, quando mais de 20 viaturas da Polícia Civil teriam invadido sua casa sem mandado de prisão ou de busca. Ele afirma que os agentes estavam sem farda, agiram de forma agressiva e causaram danos a objetos pessoais.

“Por volta das 00h, sem qualquer mandado de prisão, ordem de busca ou justificativa legal aparente, uma quantidade superior a vinte viaturas da Polícia Civil invadiram minha casa de forma abrupta e agressiva”, disse o artista.

Oruam também afirmou que ele, sua noiva e amigos foram ameaçados com armas de fogo e que seu produtor foi algemado arbitrariamente.

O rapper classificou a abordagem como preconceituosa e criticou duramente o secretário estadual da Polícia Civil, Felipe Curi, que comentou o caso no Bom Dia Rio. Para Oruam, as acusações feitas por Curi têm conotação discriminatória:

“O secretário […] me caluniou, acusando-me de ser marginal, criminoso, bandido e delinquente, além de me associar ao tráfico de drogas sem qualquer prova”, afirmou o rapper.

Defesa aponta ilegalidade na ação

A equipe jurídica do rapper declarou que a operação descumpriu a Lei nº 13.869/2019, que trata do abuso de autoridade. De acordo com a legislação, buscas domiciliares devem ser feitas entre 5h e 21h.

“O próprio delegado infringiu a lei e utilizou de abuso de poder para invadir a casa de uma pessoa sem qualquer justificativa legal”, diz o comunicado.

O artista finaliza pedindo respeito à sua história e à sua dignidade. “Espero que essa denúncia seja levada a sério, contribuindo para a justiça e para o combate a práticas policiais arbitrárias e abusivas no país.”