Ah, meus caros leitores… preparem a pipoca e o senso de humor, porque o espetáculo está armado! No ringue da vez, em Vilhena, temos de um lado o prefeito Delegado Flori Cordeiro, empunhando o crachá da moralidade como se fosse distintivo de filme americano; do outro, o ex-senador Expedito Júnior, empunhando o título de “vítima política” e uma turma que o prefeito resolveu chamar de “ex-presidiários”.
Sim, é isso mesmo: a política rondoniense virou uma espécie de arena de gladiadores, só que com discurso de comício e enredo de novela mexicana.
O xerife que ainda sonha com o distintivo
Flori, em tom de indignação, disparou que o ex-senador “se uniu a ex-presidiários e múmias políticas para atacá-lo”.
Bonito, não é? O discurso moralista sempre rende likes, ainda mais quando o moralista esquece que as próprias investigações da Polícia Federal estão rondando o gabinete.
Mas faz parte da liturgia do poder: quem está com a caneta, se acha no direito de vestir a capa de herói.
Vale ressaltar: “Quando o político precisa lembrar que é delegado, é porque a autoridade já não está na lei, está no ego.”
O ex-senador e a “turma do bem”
Expedito, por sua vez, posou em selfie sorridente com os mesmos personagens chamados de “ex-presidiários”, garantindo que todos são “gente boa”.
Na política, “gente boa” é aquele conceito elástico que cabe de tudo, de ficha limpa a delação premiada.
Parece que o ex-senador está montando uma coligação entre o carisma e o esquecimento seletivo.
“Na política brasileira, ‘gente boa’ é quem ainda não foi descoberto.”
A disputa real: 2026 vem aí
Por trás dessa briga de rua com legenda partidária, o que está em jogo é o pleito de 2026. Flori quer consolidar território; Expedito tenta voltar ao mapa político.
Um busca reafirmação, o outro redenção, e o eleitor, adivinhe, paga a conta e assiste calado.
Enquanto eles duelam por poder, os buracos das ruas e os postos de saúde lotados continuam lá, firmes e fortes, sem oposição.
Toda briga por poder é travada com palavras grandiosas, e terminada com o povo pagando o IPTU.
E Vilhena no meio disso tudo?
O município que deveria ser símbolo de desenvolvimento virou palco de trocas de farpas, memes e vídeos.
A cidade tem desafios sérios, mas o noticiário virou série de humor involuntário.
E no final, o cidadão vilhenense continua esperando: emprego, obras, dignidade e menos novela.
Epílogo
O “xerife” moralista e o “senador das selfies” deveriam lembrar que o eleitor não é figurante desse teatro.
Mas é Rondônia — onde cada eleição promete uma revolução, e cada semana entrega mais um episódio do ‘Roteiro da Vergonha’.
No próximo capítulo, talvez tenhamos reconciliação, talvez novo escândalo — mas com certeza, muito mais roteiro do que gestão.
Pensamento do dia: “Enquanto o povo vive a realidade, os políticos disputam quem será o protagonista da ficção.”