Rondônia deu um importante passo no enfrentamento à malária ao implementar, entre 2024 e 2025, o uso da tafenoquina — medicamento inovador em dose única para tratar a doença — associado à testagem de G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase) para o tratamento radical da malária causada pelo Plasmodium vivax.
A estratégia aumenta a segurança terapêutica, reduz o risco de recaídas e fortalece o controle da transmissão no estado, segundo dados do Boletim Epidemiológico – Implementação da Tafenoquina nos Municípios de Rondônia.

O objetivo da ação é qualificar o manejo clínico da malária, garantindo tratamento eficaz em dose única aliado à testagem prévia da atividade da enzima G6PD, condição indispensável para o uso seguro da medicação.
A iniciativa é coordenada pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), em parceria com o Ministério da Saúde, secretarias municipais de saúde, Distritos Sanitários Especiais Indígenas e instituições de pesquisa.
Entre junho de 2024 e novembro de 2025, foram realizados 5.786 testes de G6PD, resultando no tratamento de 3.321 pacientes com tafenoquina, principalmente em municípios com maior carga da doença, como Porto Velho, Candeias do Jamari e Cujubim.
A implementação contou com a capacitação de mais de 1,2 mil profissionais em 12 grupos de treinamento, envolvendo vigilância, assistência e pesquisa em todo o estado. O boletim detalha o cenário epidemiológico, os treinamentos realizados e os resultados alcançados. As informações estão disponíveis no site oficial da Agevisa/RO, reforçando o compromisso do estado com o diagnóstico oportuno, tratamento seguro e controle da malária.