Patrulhas fluviais reduzem avanço do garimpo ilegal na Terra Yanomami

Redação Portal Norte

As patrulhas fluviais realizadas pela Operação Catrimani II estão entre as principais responsáveis pela queda do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Desde abril de 2024, as tropas do Comando Operacional Conjunto percorrem trechos estratégicos dos rios Uraricoera e Mucajaí, monitorando áreas de floresta fechada e rotas utilizadas pelos garimpeiros.

Essas ações têm papel essencial no enfrentamento direto à mineração ilegal, já que muitos garimpos funcionam às margens dos rios e igarapés.

O patrulhamento constante impede o transporte de equipamentos, materiais e minérios extraídos de forma clandestina.

Desarticulação de acampamentos

Desde o início da operação, as equipes militares prenderam suspeitos, desativaram acampamentos ilegais e inutilizaram maquinários usados na extração de ouro, como dragas e balsas.

Além disso, também foram apreendidos minérios, armas e drogas, o que enfraqueceu a estrutura logística do garimpo na região.

Monitoramento constante

Entre os dias 13 e 15 de outubro de 2025, as tropas revisitaram trechos já fiscalizados no rio Uraricoera. A vistoria confirmou que não houve retomada das atividades ilegais.

Conforme o Comando, essas revisitações são essenciais para manter a pressão sobre os garimpeiros e impedir o retorno das operações clandestinas.

Com o reforço das ações, as Forças Armadas ampliam o controle territorial, protegem as aldeias e fortalecem a preservação ambiental dentro da Terra Yanomami.

Operação conjunta

Coordenada pela Casa de Governo de Roraima, a Operação Catrimani II integra o trabalho das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências federais e estaduais no enfrentamento ao garimpo ilegal e na defesa das comunidades indígenas da Amazônia.